Chegou o pré-vest! (1)


Monstrinhos da Bia, como estão? Devem ter reparado que eu não tenho sido uma boa quase-blogueira. Deixei a página um pouco muito às moscas, não tenho feito posts com muita frequência aqui no blog e não ando conseguindo divulgar mais tanto o Balbúrdia. O nome disso tudo é pré-vestibular.
Comecei essa semana o curso e estou me adaptando ainda ao ritmo. Vim aqui agora porque tive que sair mais cedo e terminei meus afazeres de primeira semana.
Como alguém que sempre estudou em horário integral, penso que posso ter algumas coisas a acrescentar na rotina de vocês que estão se vendo loucos com essa etapa chata (mas, infelizmente, necessária) das nossas vidas.

Por este motivo, estou fazendo uma série de posts relacionados à época de pré-vestibular. Os vestibulandos atentos? 

Escolhendo a profissão:

Medo, incerteza e paranoia estão geralmente ligados de forma íntima a essa fase da vida. Isso não me é um problema, já que desde os treze anos enfiei na minha cabeça que queria medicina e assim tem sido desde então. A parte ruim disso tudo? É o maior curso (seis anos de faculdade mais a residência) e, mesmo assim, o mais concorrido. A relação candidato X vaga é incrivelmente maior do que dos outros cursos, o que torna o ingresso nas faculdades de medicina algo realmente complicado.

Entendam que não estou desvalorizando outros cursos. Estou apenas constatando números. Durante o vestibular estadual da UERJ, faculdade aqui do Rio de Janeiro, a nota de corte para medicina era apenas dez pontos a menos que o máximo possível de se tirar. Fora que a concorrência era algo que girava em torno de 120 alunos disputando 1 vaga. No vestibular para administração da mesma faculdade, apenas 6 alunos disputavam a mesma vaga. Doi, doi o coração de verdade.

A duração do curso, a disponibilidade dele em locais onde você possa morar, carga horária e concorrência são as coisas que mais são (e devem mesmo) ser levadas em consideração ao escolher uma profissão. Além disso, o salário esperado para um recém-formado, mercado de trabalho e perspectivas de crescimento na profissão (como seria para fazer alguma pós-graduação?) não podem ser deixados de fora das considerações. Mas para mim, a coisa que mais pesou sempre, foi: "Eu me vejo sendo feliz fazendo isso?"

Se você está entrando em uma faculdade agora, num curso que você acha ser "Hm, sei lá"... PARE AGORA! Isso mesmo, em caixa alta, pare agora o que você está fazendo.
Pense. Medite. Organize suas ideias e formule a seguinte frase, em alto e bom som: "Eu me vejo sendo feliz fazendo e exercendo a ...?" Nas reticências, o seu curso.
Se a resposta for não, abandone tudo. A sua felicidade como profissional vale muito mais a pena do que todas as outras coisas consideradas ali em cima.

Pense também no seguinte: qualquer profissional pode se destacar em sua área e ganhar bem. Qualquer profissão dá margem para isso. O comodismo é o pior aliado. Há médicos sem dinheiro e pedagogos ganhando uma nota. A única coisa que você precisa ter em mente é que seu salário depende do que você almeja e, mais, do que você se esforça.
Não serei hipócrita. Realmente, é muito mais fácil ser um médico ganhando muito dinheiro do que pedagogo ganhando muito dinheiro. Mas já vi pedagogos ganhando mais de dez mil por mês depois de vários anos da vida dedicados ao aprimoramento de suas capacidades. 

Mas se aqui, a essa altura do texto, você chegou sem nenhuma noção da carreira que quer seguir, aconselho que você procure ajuda de um teste vocacional.

Sabe o que é o teste vocacional?



Ele é um teste com diversas perguntas sobre seu cotidiano (situações hipotéticas, matérias que se identifica etc) que tem como objetivo fazer um mapeamento das suas habilidades e as profissões que se relacionam a isso. Dependendo do resultado do seu teste, você pode pesquisar por uma área ou outra. 

Não leve o teste tão a sério assim. A minha vocação segundo alguns testes está na área da comunicação, mas dou vazão a essas coisas por aqui pelo blog. Na minha realidade, minha paixão por química e biologia move muitas coisas em mim, além da minha verdadeira obsessão em ajudar a outro ser humano. É claro que a área médica é mais a minha praia para quem me conhece (já protagonizei altas cenas tentando salvar pessoas, isso pode ser tema de outro post hahaha inclui salvar pessoas de afogamentos puxando o cabelo delas, é).

Se você continua perdido depois disso tudo, aconselho que converse com um psicólogo ou terapeuta. Eles podem te ajudar nessa busca por algo agradável de ser feito pela vida toda. Sem estresses para resolver logo.

E se você entrar num curso e descobrir que ele não é aquilo que você gostaria (espere passar os seis meses iniciais para ter certeza, pois nesses meses sempre sempre sempre bate a vontade de sair correndo e gritando que você não queria aquilo quando, na verdade, você só está com dificuldades de se acostumar), tenha a coragem de assumir que você quer sair. E saia! De verdade, saia para buscar sua felicidade em outra carreira!

Esse post fica por aqui, mas outros já estão sendo gestados no meu cérebro. O próximo tema abordará conceitos encontrados no vestibular como relação candidato X vaga, a concorrência, as cotas e o temido ENEM. Beijão! Espero ter sido útil para vocês!

Se gostaram, comentem aqui embaixo!




6 comentários:

Taay Vargas disse...

Muito importante teu post, adooorei tudoo e já estou seguindo!
encantos-de-princesa.blogspot.com.br

Jacqueline Santos disse...

Pré vestibular é tenso! :x Na minha época fiquei doidinha e super indecisa! Adorei as suas dicas! *-*

www.corujaloira.com

Dani Moraes disse...

Maravilhoso o texto! Es-pe-ta-cu-lar!!

Ana Beatriz Leiroz disse...

Muito obrigada, Taay!

Ana Beatriz Leiroz disse...

É muito complicado organizar tudo e ter paciência de estudar. Mas estou na luta, sei que será recompensada! Obrigada por ter visitado o blog!

Ana Beatriz Leiroz disse...

Dani, Dani, Dani, sua linda! Você sempre me elogiando assim vou acabar mal acostumada. Obrigada meeeesmo! <3