Uma vida inteira de rock n' roll (parte II)


Eiiiii, espero que tenham gostado da parte I do post. Agora venho com a parte II. Prontos?


Paramore (25/07/2013)



As fotos desse dia foram tiradas pela minha amiga Beatriz. E essa foto em pé, mesmo que incomode a visão de vocês e só tenha a Hayley, mostra a distância exata que tínhamos do palco sem ter sido um borrão. As fotos dos meninos estão tooooodas parecendo borrões porque eles se mexem muito (ela também, masssss ela estava mais próxima de nós que eles).
O que define esse dia? Arrepio. Dos pés à cabeça. 
Primeiramente, foi o dia mais frio do ano aqui no Rio de Janeiro. Era aquele dia de chuva fina, temperatura a 12ºC durante a tarde (PUTZ) e eu com tanto casaco na mochila que parecia um cosplay de tartaruga ninja. Eu tremi de frio, nenhum guarda-chuva nos poupava. Usamos sacos de lixo preto para fazer de capa e depois de banco no chão frio. Riam, podem rir. Mas nos salvou da hipotermia.
Perto das 19:00, hora em que abririam os portões, começou uma correria descoordenada organizadas por uns sem vergonha filhos da puta que furaram a fila. Eu me desesperei, me perdi do Lucas, das meninas todas e do pessoal que estava na fila conosco. Fiquei sozinha no meio da confusão. Logo após um tempo que pareceu longo demais para mim, os reencontrei. O lado bom disso tudo é que a correria não mexeu com meu cérebro e eu pensei: "Vou manter meu lugar na fila". Com isso, fomos parar MUITO lá na frente. Mais até do que onde estávamos. Só que ficou um empurra-empurra enorme. Era coisa de você não ter como respirar e colocar o pescoço voltado para o céu na disputa de oxigênio. 
Péssima organização da Tickets for fun e do HSBC Arena. Ninguém sabia informar nada, ninguém ajudava de forma coordenada os que passavam mal e eu acho que fui encostada em todos os lugares do meu corpo. Minha sorte é que meu namorado estava do meu lado e me protegeu bastante.
Quando abriram as grades, correria. Corri feito uma louca para o interior da Arena. Tipo queniana maratonista, sabe? 
Cheguei. Estava muito perto. Absolutamente perto dos meus amores, com meu namorado e amigos perto de mim. Sensação indescritível. Ainda dividi uns biscoitos com uns caras legais antes do show começar (e isso foi crucial logo depois). 
Começo do show. Intro de Moving On. Eu não conseguia escutar a voz da Hayley porque toda a Arena cantava junto e eu também. Só de escrever isso me arrepio. Quando começou Misery Business, nos empurraram tanto que meus pés saíam do chão com os pulos e com a galera toda. 
O show foi maravilhoso. Desde 2011 eu havia prometido que o Paramore, a minha banda, eu só assistiria de perto. E eu estava a 5 metros deles, sabia que em alguns momentos eles olhavam pros meus olhos iludida e cantavam comigo. Arrepios.
Quando tocaram Part II, o Taylor num tambor tocava com uma baqueta. A baqueta voou na minha direção, mas não consegui pegar. Quem pegou? O CARA DO BISCOITO. Ele disse que ia me deixar tirar foto e pegar na baqueta. (isso soou esquisito pra vocês?)
Se me perguntarem, tudo valeu a pena. Cada segundinho de choro compartilhado com todos do meu lado, dos corações batendo na mesma sintonia, de levar memórias eternas de músicas que eu amo feitas por pessoas que amo e sempre irei admirar. Parabéns para nós, parawhores, paralovers ou apenas fãs de Paramore!


Essa sou eu incrivelmente emocionada com a baqueta. Novamente: carinha da baqueta tem meu respeito eterno. 


Onde foi: HSBC Arena/ Rio de Janeiro
Quanto foi: R$ 170,00 meia-entrada para Pista Premier
Duração do show: duas horas


Red Hot Chili Peppers (09/11/2013)

Milhões de desculpas pela foto retirada pelo celular falecido e postada no Instagram, mas era a única que realmente mostrava algo do show e vocês já entenderão.

Dia de puro êxtase musical. Não sei se sabem, mas meu namorado é um fã louco do Red Hot Chili Peppers e eles sempre foram uma banda de rock referência para mim (e a que eu mais gosto depois do Paramore). Meu sonho desde os 12 anos era assistir a algum show deles e não era segredo para ninguém. Assim que eles anunciaram que viriam ao Brasil, tremi. Eu e Lucas praticamente fomos no céu e voltamos, então começamos a poupar grana. Finalmente com o ingresso em mãos, dia 9 de novembro eles vieram ao Circuito Banco do Brasil.
Chegamos ao local bem cedo e ficamos na fila, camisas da banda vestida e com a roupa mais confortável possível. Fui de tênis com short porque era um novembro muito quente aqui no Rio de Janeiro. Assim que abriram os portôes, eu e Lucas corremos para a frente do palco e lá ficamos. Colocamos cangas na grama, nos protegemos do sol como podíamos. É importante lembrar que bebidas e comidas lá dentro eram caríssimos. Quando começou a show dos Raimundos (era um festival, lembram?), a galera começou a pular muito e a sede no calor de 40ºC foi ficando impraticável. Lá na grade (onde eu estava) não chegava nenhuma comida ou bebida então a produção foi jogando copos de água (que estavam a seis reais) para o pessoal. Foi o que nos salvou até o show dos Peppers. Depois do ótimo show dos Raimundos, vieram os Titãs e fizeram um show bem digno também. Curti muito os dois.
O terceiro show foi do Yeah!Yeah!Yeahs!. Os caras não são ruins, mas não fazem meu estilo de show. Esperei pacientemente, mas uma galera fã dos Peppers estava ansiosa querendo-os no palco e foi meio mal educada com o pessoal do YYY. 
Quando chegou a hora dos Peppers eu tremia. Fiquei em frente ao maior baixista de todos, o Flea. Ver o cara mandando ao vivo as músicas que você escuta desde pequena é algo surreal. Destaque para a desidratação total que se seguiu depois de Under the bridge, a minha favorita deles. A sorte foi que o Lucas era goleiro antigamente e conseguiu agarrar várias garrafas de água que a produção jogava no pessoal da frente que não tinha acesso aos vendedores. 
O show superou todas as minhas expectativas. Na setlist dos americanos, os clássicos como Dani California, Californication e The adventures of raindance Maggie. 




Onde foi: Parque dos Atletas - Circuito Banco do Brasil/Rio de JaneiroQuanto foi: acho que R$ 90,00 meia-entradaDuração do show: o show dos Peppers durou aproximadamente 1:30min, mas no geral ficamos durante umas 8 horas com música no festival.


Capital Inicial (11/04/2014)

Perdão pelas cabeças aí na frente, mas a realidade é a realidade vista por um celular durante a madrugada.

Mês passado anunciavam sem falar na Rádio Cidade (a única rádio que toca rock aqui no Rio de Janeiro) que haveria um show do Capital Inicial bem pertinho da minha casa! Eu estava realmente sem nenhuma grana, mas meu namorado me surpreendeu com um ingresso. Coisinha linda, não? Então fomos e fiz questão de ficar o mais próximo possivel. A galera da frente era da pista premium. 
O show foi realmente muito bom porque eu sabia praticamente todas as músicas de cor. Eu pulava e gritava muito. Era uma das poucas adolescentes que realmente acompanhou tudo. 
Na setlist, músicas como Fátima, Primeiros Erros e algumas do álbum novo. Tocaram ainda Tudo que vai, que não entrava mais na setlist mas é uma das minhas favoritas!


Onde foi: Iate Clube Jardim Guanabara/Rio de Janeiro
Quanto foi: R$ 35,00 meia entrada
Duração do show: aproximadamente duas horas.


Espero que tenham gostado dos posts, pessoal! Foram feitos com muito carinho para vocês!

6 comentários:

Virgínia Alcântara disse...

Também fui ver Red Hot no Circuito do Banco do Brasil! Só que fui no show aqui de BH, e foi MARAVILHOSO! A água tava tão cara quanto aí no Rio, mas foi mega especial ver os caras que super fizeram parte da minha infância <3 *-*

Adorei seu post :3 um beijo!
Blog Coisas de Vih | Fanpage

Chris Cecília disse...

Ainda não tive oportunidade de ir em um show tão grande e de um artista que eu goste, parece incrível essa sensação. Você escreve muito bem, amei os textos!

supostapoeta.blogspot.com.br

Ana Beatriz Leiroz disse...

É uma delícia assistir o show das pessoas que você acompanha desde que desenvolveu opinião própria sobre música. Os Peppers são minha primeira escolha no rock e eu fico muito feliz de ter ido a um show deles, assim como você! Obrigada pelo carinho aqui no blog! Beijão!

Ana Beatriz Leiroz disse...

Muito obrigada, Chris! Volte sempre aqui e quando vier alguém que você acompanha e gosta de verdade, não hesite frente à oportunidade. É uma memória que vale a pena!!
Beijão!

Camyli Alessandra disse...

No RS quando um show ou festa muito legal chamam de "chalaça". Vejo que você curtiu várias chalaças, dignas de se chamar assim. Sou de SC e amo as bandas de rock do RS apesar da dificuldade que é algumas bandas fazerem show em Floripa/SC vou sempre que é possível.

Ana Beatriz Leiroz disse...

Sim, curti muito! Agradeço aos céus por ser daqui do Rio mesmo e os shows acontecerem basicamente aqui. Volte sempre aqui no blog, Camyli!