Quando o futuro a Deus pertence

Eu acho que esse vai ser o post mais difícil que o Balbúrdia já me fez escrever, então peço perdão já de antemão por qualquer sensação de desespero que eu possa causar em vocês.
Fim de ano é época de formaturas, e por muito tempo sentimos que todas as pessoas parecem ter se formado e falta apenas você. Acredite: eu vivenciei isso durante um bom tempo. Deve ser porque minha última formatura foi no Jardim. Desde então, os ritos de passagem relacionados à escola foram um universo paralelo à minha realidade. Mas hoje eu venho dizer que aconteceu e aconteceu da melhor forma que poderia ter acontecido.
Bem, não sei se vocês sabem, mas eu estudei na Fiocruz. Mais do que isso, eu sou Politécnica desde que meus pés tocaram o chão (hoje sagrado) da minha antiga escola. Da primeira vez que me encantei com as árvores e folhas e laboratórios e cientistas e com aquela escola diferente de tudo o que vi. Quando marquei a opção "Análises Clínicas" naquele dia da inscrição do concurso eu não fazia ideia do que isso viria a representar na minha vida e acho que até hoje não consigo ter ideia. Bem, eu fui aprovada, passei com uma das melhores notas e sabe o que isso significou? NADA. Isso mesmo, nada! Lá dentro eu era como qualquer outra e ninguém sabia minha nota, o que era maravilhoso.


(Essa é uma foto da primeira semana de aula. Amigos, não me matem. Reparem no Lucas, hoje meu namorado, já me perseguindo. STALKER!!)

À princípio a turma era estranha. Todos pareciam muito mais inteligentes do que eu poderia sequer imaginar na minha vida que existiria. O estranhamento veio com as novas matérias de Ensino Médio, veio com a nota baixa em física e em matemática, veio com o desespero, veio com eu não saber lidar com a química e até com a dúvida se o meu mundo poderia ser o dos laboratórios. Nesse meio-tempo, começou algo que eu não dei bola. A primeira vez que meu então amigo (hoje namorado e melhor amigo) veio falar comigo sobre gostar de mim. Mas eu não podia dizer nada: estava dando adeus àquele mundo porque tinha conseguido uma bolsa de jornalismo para estudar nos Estados Unidos. Naquela época, o mundo das palavras parecia ser a saída para uma vida científica frustrada.
Mas ganhei minha primeira festa surpresa, no meu aniversário de 15 anos. O coro de "Bia, fica!" acompanhado da ideia de que dificuldades eu teria em qualquer segmento da minha vida me fez tomar a melhor decisão da minha vida. FIQUEI, GALERA!



Antes de o primeiro ano terminar, coisas incríveis aconteceram. Lucas virou meu namorado, os amigos se aproximaram, eu passei em química analítica (chora, mundo!) e pronto, já era polítécnica totalmente. Não consigo pensar hoje em dia em dimensões separadas de saúde e sociedade. A evolução já havia sido notada pelos mais próximos.

O segundo ano foi mais tenso. Doeu passar por tudo o que me descobri tendo de enfrentar na vida pessoal mesmo. Veio um problema de saúde que ninguém parecia prestar atenção, veio a dificuldade com coisas mais internas, um ano difícil no namoro e, ah, venci de novo essa etapa. Pode ter sido um ano muito complicado em vários aspectos, mas eu já havia me apaixonado pela profissão que eu vinha conquistando. E meu problema serviu de impulso na monografia.

Aí chegou o terceirão! Monografia, estágio, técnico, vestibular e ainda tinha o Ensino Médio. Tinha minha família, meu namoro, meus amigos, minhas obrigações com a religião... Sobrevivi! Foi um ano agridoce em todos os sentidos. Quando eu achava que não conseguiria mais fazer nada, vinha algo que me animava e eu levantava. Quando eu pensava que não ia dar mais, o objetivo do diploma no final me motivava a seguir.
E chegou o final! 
Dia 12 foi a apresentação da monografia, tirei 10 e fui muito elogiada. Todos vocês, orientadores, me deram um gás inimaginável pra correr atrás dos meus sonhos porque hoje, sem querer parecer orgulhosa, sei que tenho potencial para alcançar meus objetivos. Eu sei que eu sonho alto, mas se tudo que eu fiz de alguma forma deu certo até hoje, vou continuar persistindo! Se der errado, é porque precisava aprender e até nisso pode ter dado certo. 
No dia seguinte a formatura. Peço perdão pelos olhos inchados nas fotos porque foi impossível não chorar. Vencemos! 






Agora o futuro é incerto em vários aspectos. Duas certezas eu tenho, porém:
1- Nada vai ser como foi antes.
2- Eu vou correr atrás dos meus objetivos com todas as forças.

4 comentários:

Fabiana Antunes disse...

Ai que saudd! Você tá na mesma situação que eu! Um post super bem feito! Sucesso! <#

Beixôs, fabi!

www.curtieagora.blogspot.com

Ana Beatriz Leiroz disse...

Muito obrigada pelo elogio! É sempre bom lembrar, não? Acho que esse post será uma ótima forma de lembrar tudo.

Vanessa Medeiros disse...

Parabéns pela conquista e por ter conseguido vencer mesmo quando achava que não ia conseguir! Ano que vem é a minha formatura do ensino médio, estou ansiosa rs
Beijos
everyday--things.blogspot.com

Ana Beatriz Leiroz disse...

Formatura é um momento mágico pra gente. Dá aquela sensação de: "Venciii!". Aproveite o último ano como se fosse, hm, o último! Porque ele é mesmo hahaha