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Wishlist literária de aniversário!




Adivinha quem fará dezoito anos em menos de dois meses? Euzinha!
E como todo mundo sabe que meu presente favorito é um montão de livros (e dinheiro, mas deixa pra lá), eu fiz essa wishlist para guiar os amigos e dizer o que eu desejo.

Papai, eu quero um livro de bioquímica. O Lehninger de preferência, mas se você me der o Stryer eu fico tão emocionada quanto, viu? 

Eu vou falar um pouquinho sobre cada livro, com as sinopses do Skoob:



1: Extraordinário - R. J. Palacio

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.



Por quais motivos eu quero esse livro? Todas as pessoas que vejo falando sobre ele destacam sua sensibilidade e a maravilhosa narração da perspectiva do menino. A história me tocou de ene formas e eu já o encontrei na Saraiva por apenas R$ 20, 00. Não comprei porque pobre anda com pouco dinheiro e tinha outras coisas para comprar. Mas meu amorzinho é a capa azul (não sei por que prefiro a azul à branca). Quero muito muito muito lê-lo e já prevejo noite em claro para terminá-lo o mais rápido possível!



2: Marina - Carlos Ruiz Zafón

Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. (...)


Eu ando muito afim de ler esse livro há algum tempo. Eu não sei exatamente o motivo, deve ser porque me disseram que a literatura de Zafón é primorosa. Indicaram: "Comece por Marina" e eu quero, sim, começar por ele. A Black Friday foi uma loucura e não permitiu que eu finalizasse a compra quando ele estava na promoção (#pobreeee). Enfim, é topo da minha lista e merece entrar no top five do "eu quero desesperadamente"!




3: Série Harry Potter - J. K. Rowling

  Dispensa comentários, certo? Conta de oito livros. 
 A pedra filosofal, A câmara secreta, O prisioneiro de Azkaban, O cálice de fogo, A ordem da fênix, O enigma do príncipe, As relíquias da morte e Os contos de Beedle, o bardo. Ainda tem Animais fantásticos e onde habitam e Quadribol através dos séculos que não estão nessa foto, mas eu amaria. 
Conta a história de Harry Potter, órfão que mora com seus tios na Inglaterra. Após eventos estranhos sempre acontecerem, descobre que é bruxo e seus pais foram assassinados por um dos maiores bruxos que já passou pela Terra. Frequentando a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, faz diversas amizades. Entre elas, Ronald Weasley e Hermione Granger, que o acompanharão em todas as suas aventuras para derrubar o Lorde das Trevas, que a cada livro fica mais forte e ganha mais adeptos. 



Os motivos de eu querer desesperadamente livros que eu já li? Minha série favorita desde a infância. Harry Potter é infância e é um dos primeiros livros que eu vou entregar pros meus filhos. Quero poder dizer: "Li aos 13 anos, ganhei os livros aos 18 e quero que vocês desde pequenos se apaixonem pelo universo mais incrível já criado."
Harry Potter é amor. Harry Potter é tudo de maravilhoso e vai ser mais ainda quando eu tiver todos os livros em meu poder. 




 4: Quem é você, Alasca? - John Green

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".











Depois que li "O teorema Katherine" e "A culpa é das estrelas", pude perceber quão fluida é a escrita de John Green. Acho maravilhoso para aquilo que se propõe: literatura para adolescentes. Aqui no blog mesmo fiz um post tempos atrás discutindo quais são os motivos que levam as adolescentes a gostarem tanto do que ele escreve. E eu, como boa adolescente ainda, amei tudo o que li dele. E Alasca parece ser a melhor pedida para o próximo livro do autor.


5: Álbum duplo: um rock romance - Paulo Henrique Ferreira

O romance conta a história do jovem Marlo Riogrande, que se depara com a situação de ter magoado e perdido sua namorada, Marcela. Neste fundo do poço, Marlo lida com as questões que o impedem de crescer: o sexo, as drogas legais e ilícitas, o sufocante ambiente de trabalho e, após ser abandonado por Marcela, uma vida sem boas perspectivas. Com uma narrativa em primeira pessoa, o protagonista convida o leitor a ser o elemento onipresente da história e entrelaça suas reflexões com uma trilha sonora espetacular de rock and roll, além de outras referências da literatura, cinema e cultura pop. O livro sugere uma trilha sonora com 51 canções – de Beatles a Belchior – que formam a espinha dorsal da narrativa. Com ajuda das canções, Marlo Riogrande coloca em xeque suas dúvidas e inseguranças, respaldado pelos fatos e esclarecedores diálogos com diferentes personagens que surgem ao longo da história. Com claras influências de Nick Hornby e Fernando Sabino, Paulo Henrique Ferreira traz uma proposta de leitura com um texto leve, que facilita a experiência do leitor. Porém, o texto toca em temas atuais e delicados, como a “baixa fidelidade” de uma geração plenamente conectada, as ansiedades de uma vida urbana e desafiadora, e as dificuldades que muitos jovens adultos têm para abandonar suas próprias inseguranças e entrarem – de uma vez por todas – na vida adulta.


Eu li a resenha desse livro em algum blog que eu não sei exatamente qual é. Dia desses fui a uma livraria e o encontrei a um preço até bem legal, mas não pude levar. Eu não sei também exatamente o motivo pelo qual eu quero esse livro, mas eu gostei muito da capa (olha a Bia levando o livro pela capa), mas também pela playlist realmente maravilhosa. Eu não sei, compraria o livro só pela playlist haha Mas a história me cativou de certa forma porque romances são tão maravilhosos, ainda mais embalados por um bom rock n' roll. É isso, eu quero MUITO esse livro!


E vocês, já leram algum desses livros? 
Quem quiser me enviar é só levar nos correios e o endereço é esse, ó... just kidding! 

Eu li: Inferno



Título: Inferno


Autor: Dan Brown

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 443
ISBN: 978-85-8041-142-2
Ano: 2013


Mais um livro que entra pra lista dos best-sellers mundiais de Dan Brown! 
Dessa vez, o simbologista Robert Langdon está envolvido com um mistério que envolve até a Organização Mundial da Saúde. Só que ele está confuso demais para se lembrar com detalhes de como ele entrou na história que ameaça sua vida...
Vamos começar a resenha?

Sinopse:

No meio da noite, o renomado simbologista Robert Langdon acorda de um pesadelo, num hospital. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor ideia de como foi parar ali.
Ao olhar pela janela e reconhecer a silhueta do Palazzo Vecchio, em Florença, Langdon tem um choque. Ele nem se lembra de ter deixado os Estados Unidos. Na verdade, não tem nenhuma recordação das últimas 36 horas. 
Quando um novo atentado contra a sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e, para isso, conta com apenas a ajuda da jovem médica Sienna Brooks.
De posse de um macabro objeto que Sienna encontrou no paletó de Langdon, os dois têm que seguir uma série inquietante de códigos criada por uma mente brilhante, obcecada tanto pelo fim do mundo quanto por uma das maiores obras-primas literárias de todos os tempos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
Mais uma vez superando as expectativas, Dan Brown nos leva por uma viagem pela cultura, pela arte e pela literatura italianas, passando por lugares como a Galleria degli Uffizi, o Duomo de Florença e a Basílida de São Marcos.
Inferno é uma leitura eletrizante e um convite a pensarmos na ciência para o futuro da humanidade. 




Opinião:


Mais uma obra do Dan Brown que eu devorei. Esse livro tem uma novidade a cada capítulo e eu gosto do modo como as histórias desse autor são divididas. Capítulos curtos, objetivos e enigmáticos. Um capítulo é o convite para o próximo e assim sucessivamente.

Uma peculiaridade deste autor que eu particularmente adoro são as referências a obras literárias e artísticas reais. Então você vai se sentir viajando por Florença, Veneza e mais um local... Hm, segredo para não soltar spoiler! Tenho certeza que você vai gostar do desenrolar todo. Além disso, Dante Alighieri é o pilar de sustentação de toda a história. Desde sua máscara mortuária até a obra que o imortalizou, A Divina Comédia. Tudo que envolve o italiano medieval será crucial para o desenrolar da história de Brown. 

Nessa história, Langdon está envolvido num quebra-cabeça que envolve a Organização Mundial da Saúde. A questão importante levantada no desenrolar do livro diz respeito a um real problema para as autoridades: a superpopulação. Será que os seres humanos conseguirão viver no ritmo desenfreado de reprodução e gasto de bens de consumo? E mais: no que antigos pensadores da superpopulação (como Thomas Malthus, aquele carinha que você estuda em geografia) podem influenciar novos ideais? 
Boa pedida para entender um pouco de geografia da população para o vestibular. hehehe

E como boa menina da ciência (também amante da história e da literatura), eu me senti completamente levada por Inferno. Conseguiu juntar debates sobre coisas que eu amo num livro e transformá-lo numa aventura que não te deixa dormir até que você tenha acabado completamente a história, sugando-a até a última gota da última página.

A curiosidade é que o livro de Dan Brown é homônimo da primeira parte da obra poética A Divina Comédia, do Dante. Uma explicação rápida sobre o assunto: a comédia citada é um poema épico e conta com três partes, que são Inferno, Purgatório e Paraíso. Ela narra a jornada de um pecador (o próprio Dante) em busca da salvação pelos momentos de purificação da sua alma até que ele se acomoda no reino dos céus. É do século XIV! Foi uma explicação bem rápida porque ainda não pude ler os mais de 14 mil versos que compõem a comédia, mas um dia terei a oportunidade. 

Creio que Inferno, de Dan, é um livro que tem potencial para agradar qualquer leitor. Aquele que gosta de história, o cara que é da ciência pura e simples ou até mesmo aquele que não pertence a nenhum desses meios e procura uma boa aventura para ler.

Cinco estrelinhas da tia Bia!




John Green: o queridinho das adolescentes

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Se você tem mais de 12 anos e menos de 20, usa a internet com frequência e gosta de livros, já se deparou com alguma obra do americano John Green, de 36 anos. O cara é autor de um dos livros mais lidos do ano “A culpa é das estrelas” e tem no ombro o peso de ter escrito também alguns dos títulos que viram a cabeça do pessoal por aí, como “Cidades de papel”, “Teorema Katherine” e “Quem é você, Alasca?”

A explosão de João Verde (em tradução quase livre) no mundo literário deve-se a um mercado que cresce cada vez mais e tem no horizonte jovens adolescentes, que gastam horas na internet durante a Black Friday (como eu) procurando promoções dos mais novos livros desse americano. 

Para mim, o primeiro motivo que tornou o John Green dono do sucesso que tem é a grande sacada que ele teve de escrever utilizando uma versão dinâmica do que nós, adolescentes, queremos encontrar num livro. A leitura é fácil, sem grandes complicações, e bem divertida. 

O segundo e principal motivo é: histórias de adolescentes para adolescentes. Na época da nossa vida em que mais procuramos expandir nossas visões de mundo, as vertentes literárias que olham para o nosso interior e para nossos conflitos hão de ser fórmula mágica do sucesso (com alguma dose de talento necessário para isso, é claro). Quando você lê sobre o Colin em “Teorema Katherine” sabe que é improvável que um menino tenha apenas namorado Katherines durante sua curta vida. E não foram duas ou três homônimas, mas dezenove. E você não precisa vencer o Kranial Kidz para entender que criar teoremas que preveem o curso de um relacionamento podem ser uma furada bem divertida. O lance do John é exatamente esse: as histórias são divertidas (mesmo que com a pontada trágica), envolventes e dizem para adolescentes exatamente o que eles precisam ouvir.

O primeiro livro do Verde que li foi “A culpa é das estrelas” para ser bem clichê mesmo. Para mim o sucesso está aí: no clichê, no lugar-comum que ele sabe avivar. Um bom escritor não precisa de histórias mirabolantes: precisa de uma boa capacidade de identificação do leitor com sua criação. E isso John sabe fazer com maestria. 

Hazel Grace é uma menina como qualquer outra. Quase. Ela tem câncer e algumas limitações na sua vida. John soube dar o tom certo para o problema de Hazel: é claro que você, leitor, se compadece da situação mas nunca da menina. Você não pensa que a menina é uma coitada porque você sabe que ela tem força. Uma construção psicológica da Hazel e do Gus bem feita vai delinear todo o livro que, por mais que tenham te contado que é triste, vale a pena ser devorado (na minha humilde opinião de quase-blogueira). Li em uma noite apenas pela internet. Foi nesse link aqui, em que o livro está num formato parecido com PDF.

Teorema é um livro divertidíssimo e falarei menos dele porque foi meu presente de aniversário de namoro (obrigada, Lucas!).

Esses foram os dois únicos que li porque a bendita Black Friday não permitiu que eu comprasse “Quem é você, Alasca?” ou “Cidades de Papel”. Assim que eu tiver lido todos os dois farei uma resenha aqui no Balbúrdia. 

Você pode encontrar a sessão John Green no Submarino e os livros não são muito caros, apesar de no momento haver indisponibilidade de alguns. Juro que não vão se arrepender de ler.

Confesso que o John não é meu autor preferido (está longe de ser). Mas não há de se negar que o que ele se propõe a fazer (livros para adolescentes) ele faz com maestria. Abençoado seja o John Green que fez um monte de gente tomar gosto por esse hábito maravilhoso que é a leitura.

Eu li: Persépolis

Um livro em quadrinhos (sim, em quadrinhos!!!) que conta a história de uma menina iraniana que acompanha a revolução ocorrendo no seu país e toda a instauração de um regime opressor. As particularidades da idade, a adolêscencia fugida da guerra na Europa e a identidade nacional abordadas com muita graça nessa auto-biografia de Marjani Satrapi. 



A sinopse pelo Skoob é essa: 

"Marjani Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar."


Queria agradecer ao JP que acertou em cheio ao me dar esse livro (e todos os outros). Muito obrigada!

A primeira vez que tive contato com Persépolis eu havia acabado de entrar no Ensino Médio e foi numa aula de Artes Visuais. O livro estava rodando pela mesa e eu acabei pegando para dar uma olhada. 
Aos 14 anos não mensurei muito bem quão profunda poderia ser a história, mas fiquei interessada. Ainda tinha algumas ideias meio tresloucadas sobre o Oriente Médio, como se todo o povo fosse alienado e tivesse os olhos vendados pelo fanatismo religioso. Como se todos fossem implodir carros com seu regime extremista e como se nós, ocidentais, fossemos realmente muito diferentes deles em todos os pontos. Sim, eu era uma idiota preconceituosa. 

Apenas ano passado, quando ganhei o livro do JP, consegui ler. E fiquei devidamente impactada com a história da Marjani. Com a forma pela qual a abordagem é feita, desde as impressões de uma criança sobre o que acontece em seu país e reflete em seu bairro, seus costumes, convicções, roupas que usa e até mesmo com quem ela pode andar.

Marjani faz um apanhado desde os seus dez anos. Aos nove, a revolução instaurou-se no Irã e sua vida passou por enormes mudanças. Além de ser obrigada a usar véu, foi separada dos meninos na sua escola laica. Seus pais, que tinham ideais diferentes e mais avançados em relação ao resto da população, viviam nas sombras do regime mesmo tendo uma condição de vida um pouco melhor. Escondiam-se atrás de cortinas, prendiam janelas para evitar bombardeios e educavam Marjani com livros relacionados às correntes de pensamento da época (década de 1970/1980) ansiando que ela não absorvesse os absurdos morais veiculados pelo governo. 



Marjani vê pessoas da sua família morrerem. Outras são presas. Seus amigos, assassinados ou enviados para o exterior por seus pais terem medo do regime. Seu véu é medido de cima a baixo porque seu cabelo pode excitar os homens (e se isso acontecer é culpa dela segundo o governo). Sua vida vai para trás das cortinas e ela é enviada aos 14 anos, assim como seus amigos, para outro país. Vai para Viena, Áustria, sozinha. Longe de seus pais, seus amigos, seus costumes. Ela precisa se virar para morar, comer, estudar. Até que fica doente e volta ao Irã.
Ela precisa lidar com a saudade do seu país, a opressão cada vez maior em sua pátria e as dificuldades impostas pela idade.

Acho que é desnecessário que eu diga que achei um livro extremamente genial, sensível e tocante. Ele quebra estigmas e preconceitos infundados, abre um leque cultural maravilhoso e te leva a fundo pela sensação das ruas iranianas nessas décadas. 
Todo ponto de vista é ressaltado, toda relação entre países é equacionada em prejuízos para a sociedade e para uma menina que nasceu no auge da revolução. Marjani é corajosa, envolvente e honesta em todas as suas palavras e vícios. 
E com certeza você vai se deliciar com os desenhos feitos de forma bem simples, porém expressiva. Persépolis é um banho de cultura e humanidade!


Livro: Persépolis
Autor (a): Marjani Satrapi
Editora: Quadrinhos na CIA, Companhia das Letras.
Edição/Ano: 5ª, 2009

Eu li "Comer, rezar, amar"

Primeiramente, uma satisfação. Esses dias foram muito tensos e corridos pra mim. Não passei no vestibular pra medicina, mas fiquei bem perto e há possibilidades do segundo semestre. Mas como nada é certo nessa vida, eu tive que estudar pra umas provas de bolsão de cursinho pré-vestibular. Fiquei doente, ficaram doente, toda uma tensão... É claro que não tive cabeça pro blog! Mas vamos lá. A primeira boa notícia é que meu namorado passou pra engenharia na UFRJ! Tô muito feliz por ele! Então vamos ao post?


Se você não gosta de livros com relatos vívidos, experiências transcedentais e três países magníficos para conhecer, pare de ler essa resenha agora e vá jogar bridge com sua avó (seja lá o que isso significar). Quando eu comecei a ler "Comer, rezar e amar", da americana Elizabeth Gilbert, a simples Liz, achei que fosse encontrar um livro sem nenhuma paixão. Dei com os burros n'água. 

Imagine que esse livro é real, porque ele é. Isso aconteceu de verdade com a Liz Gilbert, que é uma americana. Ela vive na tumultuada Nova York com seu marido e descobre que leva uma vida infeliz ao lado dele. Depois de procrastinar um tempo, separa-se e com seus mais de 30 anos vive um voluptuoso amor com um cara alguns anos mais novo que ela. Depois da ruptura dolorida também com ele, a depressão finalmente se instala na mulher. Tão profunda que ela toma uma decisão incrivelmente libertadora. Em busca da sua descoberta mais recente (sua espiritualidade), Liz decide abandonar tudo o que conhece e viver um ano olhando para seu interior e procurando equilíbrio. Sua primeira parada é na Itália, onde ela conhece os prazeres da comida, bons amigos e da língua que acha mais linda no mundo todo. Seus sorvetes se tornam especiais, e com eles os quilos extras. Depois de quatro meses dessa overdose de carboidratos, ela vive num ashram indiano, local de meditação. E descreve suas dificuldades, seus pensamentos, os fantasmas que a atormentam (tudo da cabeça dela, viu?) e sua experiência com Deus. Suas incríveis companhias e descobertas num local quase sagrado da Índia a levam para a próxima aventura, em Bali (Indonésia). Ela agora precisa lidar com costumes muito diferentes dos seus, nomes repetidos e vivencia rituais que uma americana loirinha nunca esperaria vivenciar. E como o último nome diz, amar.

O livro é dividido em 108 histórias (as 108 contas indianas), 36 para cada país visitado (Itália, Índia e Indonésia). Gostei muito da diagramação dessa edição, vi apenas um errinho que foi claramente de digitação. Vejam mais ou menos como é o livro:


Deu pra entender mais ou menos como é, não?

Minha ideia é que esse livro é tão mais profundo que um simples relato que quem o lê pensando assim, perde a maior parte dele! Eu não teria a coragem que Liz teve quando largou tudo e se mudou para a Itália, Índia e Indonésia! É um salto que deve ser feito de forma compromissada, mas não calculada. 
Além de falar de coragem, do contato com Deus (seja qual for sua religião, as ideias da Liz são divinas para todos hehe) e de um monte de coisas da sua própria vida, Liz fala sobre aspectos culturais de cada local que ela visita. Então você vai descobrir onde está o melhor sorvete e a melhor pizza da Itália, que nem toda menina indiana quer casar e como os nomes balineses podem ser confusos. Mas calma, ela explica tudinho!
Um banho de cultura, lição de vida e diversão. Encontrei tudo isso em "Comer, rezar, amar"!


Então tudo o que tenho a dizer a mais é: amei esse livro!

E tem um filme com a Julia Roberts. Homônimo, conta a história das telonas. Eu ainda não assisti, mas tô com muita vontade! Vocês já viram o filme ou leram o filme? Gostaram! Comentem!


Código de ética do spoiler

Eu passei os últimos dias atarefada até os cabelos com minha monografia. Enviei minha versão final editada ao orientador há minutos apenas e por este motivo eu estou com olheiras, dormindo pela metade e o que é mais urgente: atrasada com minhas séries.
E olha que assisto só The Walking Dead e American Horror Story: Coven! Perdi dois episódios doswalkers e enquanto eu não me conformava com minha impossibilidade de assistir, tinha gente soltando spoilers por todas as mídias sociais.
Pera lá! O spoiler de que o Marley morre tá mais do que batido porque, sinceramente, quem ainda não assistiu “Marley & Eu”? Tem que viver em outra dimensão, não ter televisão, ignorar completamente filmes, ter estado em coma durante os últimos cinco anos ou passado por algo extremamente grave: tipo um TCC que é um eterno labirinto. Se você não viu e não encaixa-se em nenhum destes quesitos, me desculpa, volte cinco casas para o passado e veja pelo menos para não ser atingido pela tempestade de canivetes que eu chamo alienação quase cultural. Convenhamos que Marley & Eu não é lá um banho de cultura como a exposição hipster/cult da japonesa que está no CCBB e eu infelizmente ainda não fui. Férias, vou lhe usar!  Voltando:
O spoiler tem toda uma ética envolvida. 
Não é que nem comer de boca fechada ou não arrotar à mesa. Isso é etiqueta. Para mais informações, procure a Glória Kalil.
Você pode realmente destruir uma pessoa por uma dia inteiro. Ver o jogo sabendo que seu time vai perder não tem graça! Ver o Titanic, super-conhecido blockbuster e obviamente cheio de spoilers na internet, não tem tanta graça assim.
Ler o livro sabendo que seu personagem favorito vai morrer no final não é legal! Não seja o otário que fala: “Haha, mas quem morre não é quem você acha que vai morrer.” Ok, idiota. Agora eu sei que quem morre não é pessoa que eu achava que ia morrer, é a pessoa menos óbvia. Eu poderia descobrir isso sozinha!!
Venho por meio deste post chamar a atenção para o problema social que pode ser um spoiler não avisado. Também atento para quais tipos de relações sociais você rompe ao não cumprir este acordo quase moral que é soltar um spoiler com aviso. Amizades podem ser destruídas por isso, laços podem ser desfeitos e a consciência do fofoqueiro chafurdar-se eternamente na lama do arrependimento.
Eu sei! Eu sei que a língua coça, os dedos quase tomam vida nos teclados do computador. Você está eufórico para espalhar a notícia de que só você percebeu que o casal favorito se beija na série que milhões de pessoas também assistem! Num momento de sanidade, porém, pare e pense:“Eu, como ser social, me recuso a compactuar com esta falta de ética”. Apague seu comentário maligno, desfaça esse pensamento na sua cabeça e vá fazer crochê ou procurar fotos de cachorros fofos no Google.
E numa série como The Walking Dead em que um monte de gente morre o tempo todo, descobrir que um dos seus personagens favoritos vai morrer continua não sendo legal! Pode ter morrido metade do elenco: eu não me importo. Quero ser impactada no momento em que assisto e não numa página do facebook que eu não procurei,  mas um ser desalmado, antiético e vil decidiu escrever em letras garrafais a informação quentíssima .
Você não precisa se preocupar. Minha primeira dica para você não ser o babaca do spoiler é:

1: Escreva SPOILER em letras vermelhas, caixa alta e com adereços de escola de samba, se possível;

2: Tenha auto-controle. Vá em fóruns específicos de discussão para quem já assistiu ao episódio. Aí não há spoiler;

3: Comentários sobre a arte são sempre bem-vindos, mas limite-se a dar aquela informação bombástica sem preocupar-se tanto apenas um mês depois da liberação do episódio da série. Se for um livro, discuta livremente em apenas um ano. (Posso ser legisladora daqui a pouco).

Seguindo as regras da boa-convivência e da ética no compartilhamento de informações, as leis da natureza irão te poupar quando for sua vez no TCC! Acho que mereci (Juliana, desculpa por aquele spoiler da Carol!).
Preparei buttons de SPOILER ALERT pra você não se preocupar.
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Este post faz parte da campanha criada por mim:
chora