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No ritmo do ENEM



Oi, pessoal! Esse post é algo que me foi muito pedido a mim desde que as pessoas souberam que passei para medicina. Pois bem, antes de começar a falar quais são as melhores dicas pro ENEM, queria mostrar a vocês que a opção de comentários pelo facebook foi habilitada e está muito mais fácil de interagir comigo! Não vai ter desculpa agora, ou vai?? Qualquer dúvida ou pedido, só comentar que eu respondo! E estou feliz porque alcançamos as 7 mil visualizações. AE AE AE! Obrigada, pessoar! Vamos pro post?

Desde que eu comecei a fazer o ENEM, lá em 2012, percebi que algumas coisas eram importantes para todo mundo que estava iniciando nesse universo de vestibulares assim como eu. Já havia passado por concursos na época em que tentava ir para o Ensino Médio. Fiz 3 e passei em todos (só que um, na época, tinha uma história de sorteio depois que você passa e eu não fui sorteada. Ok, nem queria ir pra lá mesmo). Eu escolhi estudar na Politécnica da Fiocruz, que era onde eu queria, e foi lá que me tornei técnica em Análises Clínicas. Como a rotina era muito pesada só com o Ensino Médio, eu não consegui manter uma organização de conteúdos voltados para o ENEM. Mas fazer concurso era uma coisa que eu já estava quase craque! 

Se vocês não sabem, o ENEM é o Exame Nacional do Ensino Médio. Ele é organizado pelo Ministério da Educação e não se espante se no ano que você fizer ocorrer um escândalo: em quase todos os anos ocorre um.

Você deve estar se perguntando por quais motivos o ENEM é tão importante e eu cito logo dois. O primeiro é que é a forma como o governo brasileiro avalia escolas e, consequentemente, o seu ensino em escolas públicas, mostrando pontos onde deve melhorar. E o segundo e mais importante motivo é que através de sua nota que você obtém acesso a um sistema de seleção nacional para faculdades de todo nosso território: o SiSU. 

O SiSU é o Sistema de Seleção Unificada. Através dele você pode realizar sua inscrição para concorrer em cursos de universidades conceituadas no Brasil como UFRJ, UFMG, UFF, UFRGS, UNIRIO (onde vou estudar), UFF e várias outras. 

O ENEM é uma prova pouco conteudista e muito contextualizada. Suas questões não cobram datas nem nomes específicos de algumas coisas, mas na prova de humanas, por exemplo, você precisa saber que o iluminismo tem relação direta com o desenvolvimento técnico-científico, o que foi vital para o surgimento do Capitalismo industrial. Deu pra entender? E se você sabe uma data, saberá que eventos próximos se localizam no mesmo século ou época e TCHARAM, metade da questão estará em suas mãos. Além de que o texto introdutório ajuda muito.

Falando em texto introdutório... O ENEM é uma prova de resistência. Suas questões não possuem um alto nível de dificuldade, mas são muitas e com os benditos textos introdutórios longos demais. Então quando você chega na questão 40 do primeiro dia você já está muito cansado: só que tem outras 50 para fazer. É absurdo o cansaço e você precisa estar preparado para ele.

Então a primeira dica é: DESCANSE nas vésperas da prova. Tenha certeza de que está com a mente tranquila e com o sono em dia quando for fazer a prova. 
ALIMENTE-SE. Leve um lanche leve para a prova e bastante água.
A cada hora e meia, saia da sala de prova para ir ao banheiro pelo menos jogar uma água no rosto. Acredite: é revigorante! 

A principal dica para alguém que vai fazer o ENEM pela primeira vez é: leia com atenção aos textos de todas as matérias. E principalmente seus enunciados: você poupará tempo e cérebro. E tem mais 25% de certeza de que a opção marcada seja a correta. 

E mais importante do que toda a prova é a redação. Ela conta como 50% ou mais da sua média final e pode aumentá-la... Ou diminuí-la drasticamente. Não se atenha muito às regras ou em ficar desesperado com os textos-base que eles dão. Leia-os sempre com atenção e se você for bom de escrita, vai conseguir se virar sem muitos problemas. Se você sente que falta ainda um oceano a percorrer, se acalme: leia manuais de redação e treine duas vezes por semana. Redação não é algo que você nasce sabendo fazer e todos que mantenham um bom treino (constante, sempre!) e boa gramática conseguirão tirar pelo menos 700 nessa linda! 

Pessoal, espero que tenham gostado das dicas mais basiquinhas para o ENEM. Num próximo post explico como eu me preparei e como funciona a minha universidade e o meu curso. Mais adiante, uma tag sobre medicina será iniciada para todos aqueles que, assim como eu, tem o sonho de se tornarem médicos. Nela haverá posts quinzenais e semanais sobre a rotina da faculdade e como é a percepção do curso em geral. Fiquem no aguardo. Beijão!




Quando os sonhos se tornam realidade

Lembro que aos 13 anos eu tinha medo de sangue, mas eu tinha uma vontade muito grande de me tornar médica.
Fui ensinada a lutar contra meus medos e por esse motivo decidi fazer um concurso extremamente concorrido para estudar na Escola Politécnica da Fiocruz. Como sabem, lá me tornei uma técnica de Análises Clínicas e orgulho-me de dizer que não tenho mais medo de sangue (hoje tenho verdadeiro amor).
Desde minhas brincadeiras de médica quando criança até tudo virar uma obsessão de querer salvar vidas, eu amadureci na porrada. A vida vai moldando a gente pelos estresses, pelas provas diárias. Muitas vezes quis desistir, mas graças a Deus tenho amigos que viam em mim um dom que eu demorava a perceber: o de cuidar. E quando eu quis desistir de tudo por uma bolsa de estudos nos EUA, me colocaram na realidade: "você seria feliz fazendo qualquer coisa que não fosse exercendo seu dom?"
Não.
E hoje essa insistência culminou na minha matrícula na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, no curso de medicina. Hoje recebi a grade que por tantos anos ansiei, com todas as matérias que eu um dia quis estudar. Hoje eu me sinto aos poucos acostumada com a ideia de ser uma estudante de medicina, a que eu sempre sonhei, e daqui a algum tempo estar na linha de frente do conforto e salvamento de diversas vidas que passarão pelas minhas mãos.
Meu Deus, obrigada por tudo!!!

E isso aqui no blog traz óbvias mudanças. Pretendo iniciar uma tag sobre a vida do estudante de medicina, desde os primeiros períodos até os finais e a residência. Obviamente, meu tempo está curto (aula de 8-17 hrs e aulas aos sábados). Os posts vão ficar mais regulares, mas não diários. E eu ainda tenho uma surpresinha mais pro fim do mês. Get ready!

Chegou o pré-vest (2)



AHAAAAAAAAAAA, CHEGOU! A parte dois do post sobre o vestibular chegou, e com ela várias explicações sobre essas palavrinhas que a todo momento chegam para nós e nunca sabemos exatamente o que significam.

Chegou a Bia para salvá-los, ou tentar de alguma forma reduzir esse montão de interrogações que ficam aí aparecendo em amarelo cor-de-marca-texto no seu cérebro.

Vamos aos conceitos?

Ações afirmativas:

Ações afirmativas são medidas com caráter temporário adotados por um sistema para universalizar direitos, combatendo os furos que a história ao longo do tempo foi causando na sociedade. É meio abstrato de entender sem um exemplo, vamos para eles?
A cota para negros, pardos ou índios é um exemplo bom. Durante séculos, na sociedade brasileira, os negros foram escravizados. Mesmo com o fim da escravidão, muitos dos preconceitos continuaram arraigados e o negro recém-liberto não tinha estudo ou era aceito para trabalhos que pagassem bem. Dessa forma, no período pós-escravidão, diversos ex-escravos não tinham onde morar ou até mesmo o que comer. A Lei Áurea permitiu sua liberdade, mas não era uma garantia de direitos iguais no fim das contas. Não havia políticas públicas que olhassem para a defasagem do negro no mercado de trabalho. À margem da sociedade, as crianças negras não tinham estudo e sem estudo, não conseguiam bons empregos quando adultas. Isso foi sendo um ciclo vicioso por todas as décadas que se seguiram. Ainda hoje, a população negra, parda ou indígena é a maioria da população pobre e o governo entende que oferecer uma porcentagem das vagas a eles é uma forma de facilitar o acesso desses grupos à universidade, tentando corrigir distorções históricas.

Não quero dizer se cota é bom ou ruim. Como qualquer medida paliativa, não pode ser acomodada para sempre. Acredito que hoje sejam necessárias, mas com as devidas correções. Eu, inclusive, sou cotista de escola pública e renda. Quero o curso mais concorrido do Brasil e não tenho como pagar mais um ano de cursinho, como meus amigos de renda superior estão conseguindo pagar os melhores cursos da cidade. Para mim, a cota é essencial. 


Relação candidato X vaga


Mais um conceito que é importante entender quando você vai fazer vestibular. A cada vez que você concorre a um curso, está concorrendo com outras centenas ou milhares de pessoas. A relação candidato X vaga é uma razão encontrada pela divisão do número de inscritos pelo número de vagas disponíveis para tal curso. 
Ficou confuso? Exemplo para você entender.
Quando eu decidi fazer o curso técnico, realizei minha inscrição na habilitação de Análises Clínicas na instituição EPSJV da Fiocruz. Algum tempo depois de encerradas as inscrições, foi lançado um documento explicando que para a turma de análises clínicas estava a seguinte condição:
Cada vaga disponível tinha 48 pessoas disputando por ela.
Então eu briguei com 47 pessoas a bendita vaga que foi minha. FATALITY! haha 
 
Alguns cursos tem a relação candidato X vaga altíssima. A maior continua sendo medicina, com a UERJ tendo 120 pessoas disputando uma vaguinha feliz só. Fatality alheia em mim, que não passei.



Fui útil para vocês, pessoal? Se sim, comentem e deixem a Bia mais feliz com o retorno nó brógui! Beijões!

Chegou o pré-vest! (1)


Monstrinhos da Bia, como estão? Devem ter reparado que eu não tenho sido uma boa quase-blogueira. Deixei a página um pouco muito às moscas, não tenho feito posts com muita frequência aqui no blog e não ando conseguindo divulgar mais tanto o Balbúrdia. O nome disso tudo é pré-vestibular.
Comecei essa semana o curso e estou me adaptando ainda ao ritmo. Vim aqui agora porque tive que sair mais cedo e terminei meus afazeres de primeira semana.
Como alguém que sempre estudou em horário integral, penso que posso ter algumas coisas a acrescentar na rotina de vocês que estão se vendo loucos com essa etapa chata (mas, infelizmente, necessária) das nossas vidas.

Por este motivo, estou fazendo uma série de posts relacionados à época de pré-vestibular. Os vestibulandos atentos? 

Escolhendo a profissão:

Medo, incerteza e paranoia estão geralmente ligados de forma íntima a essa fase da vida. Isso não me é um problema, já que desde os treze anos enfiei na minha cabeça que queria medicina e assim tem sido desde então. A parte ruim disso tudo? É o maior curso (seis anos de faculdade mais a residência) e, mesmo assim, o mais concorrido. A relação candidato X vaga é incrivelmente maior do que dos outros cursos, o que torna o ingresso nas faculdades de medicina algo realmente complicado.

Entendam que não estou desvalorizando outros cursos. Estou apenas constatando números. Durante o vestibular estadual da UERJ, faculdade aqui do Rio de Janeiro, a nota de corte para medicina era apenas dez pontos a menos que o máximo possível de se tirar. Fora que a concorrência era algo que girava em torno de 120 alunos disputando 1 vaga. No vestibular para administração da mesma faculdade, apenas 6 alunos disputavam a mesma vaga. Doi, doi o coração de verdade.

A duração do curso, a disponibilidade dele em locais onde você possa morar, carga horária e concorrência são as coisas que mais são (e devem mesmo) ser levadas em consideração ao escolher uma profissão. Além disso, o salário esperado para um recém-formado, mercado de trabalho e perspectivas de crescimento na profissão (como seria para fazer alguma pós-graduação?) não podem ser deixados de fora das considerações. Mas para mim, a coisa que mais pesou sempre, foi: "Eu me vejo sendo feliz fazendo isso?"

Se você está entrando em uma faculdade agora, num curso que você acha ser "Hm, sei lá"... PARE AGORA! Isso mesmo, em caixa alta, pare agora o que você está fazendo.
Pense. Medite. Organize suas ideias e formule a seguinte frase, em alto e bom som: "Eu me vejo sendo feliz fazendo e exercendo a ...?" Nas reticências, o seu curso.
Se a resposta for não, abandone tudo. A sua felicidade como profissional vale muito mais a pena do que todas as outras coisas consideradas ali em cima.

Pense também no seguinte: qualquer profissional pode se destacar em sua área e ganhar bem. Qualquer profissão dá margem para isso. O comodismo é o pior aliado. Há médicos sem dinheiro e pedagogos ganhando uma nota. A única coisa que você precisa ter em mente é que seu salário depende do que você almeja e, mais, do que você se esforça.
Não serei hipócrita. Realmente, é muito mais fácil ser um médico ganhando muito dinheiro do que pedagogo ganhando muito dinheiro. Mas já vi pedagogos ganhando mais de dez mil por mês depois de vários anos da vida dedicados ao aprimoramento de suas capacidades. 

Mas se aqui, a essa altura do texto, você chegou sem nenhuma noção da carreira que quer seguir, aconselho que você procure ajuda de um teste vocacional.

Sabe o que é o teste vocacional?



Ele é um teste com diversas perguntas sobre seu cotidiano (situações hipotéticas, matérias que se identifica etc) que tem como objetivo fazer um mapeamento das suas habilidades e as profissões que se relacionam a isso. Dependendo do resultado do seu teste, você pode pesquisar por uma área ou outra. 

Não leve o teste tão a sério assim. A minha vocação segundo alguns testes está na área da comunicação, mas dou vazão a essas coisas por aqui pelo blog. Na minha realidade, minha paixão por química e biologia move muitas coisas em mim, além da minha verdadeira obsessão em ajudar a outro ser humano. É claro que a área médica é mais a minha praia para quem me conhece (já protagonizei altas cenas tentando salvar pessoas, isso pode ser tema de outro post hahaha inclui salvar pessoas de afogamentos puxando o cabelo delas, é).

Se você continua perdido depois disso tudo, aconselho que converse com um psicólogo ou terapeuta. Eles podem te ajudar nessa busca por algo agradável de ser feito pela vida toda. Sem estresses para resolver logo.

E se você entrar num curso e descobrir que ele não é aquilo que você gostaria (espere passar os seis meses iniciais para ter certeza, pois nesses meses sempre sempre sempre bate a vontade de sair correndo e gritando que você não queria aquilo quando, na verdade, você só está com dificuldades de se acostumar), tenha a coragem de assumir que você quer sair. E saia! De verdade, saia para buscar sua felicidade em outra carreira!

Esse post fica por aqui, mas outros já estão sendo gestados no meu cérebro. O próximo tema abordará conceitos encontrados no vestibular como relação candidato X vaga, a concorrência, as cotas e o temido ENEM. Beijão! Espero ter sido útil para vocês!

Se gostaram, comentem aqui embaixo!




Bolsas de estudo no exterior: dúvidas e dicas



Atendendo a pedidos, venho neste post contar minha saga da quase-loucura da minha vida. Aviso que o post é grande já de antemão!

Tudo começou quando, há três anos, eu estava no primeiro ano do ensino médio (UAU, tem tanto tempo assim??). O sonho da minha vida se resumia a uma palavra: m-e-d-i-c-i-n-a. Mas para quem conhece a rotina de vestibulares e, principalmente, dos vestibulares de medicina esse sonho é um pouco distante demais para muitos. Depois de uma recuperação meio injusta em física, comecei a pensar que eu poderia estar um pouco distante demais do intelecto que precisaria desenvolver para ser médica. 

Ao mesmo tempo, eu escrevia textos. Esses mesmos que vocês de vez em quando descobrem aqui no blog aleatoriamente. E eu era boa, cara. Hoje olho pra trás e percebo que eu tinha real talento pro negócio. Eis que no desespero vocacional, decretei: "Vou ser jornalista".

É claro que eu não iria ser qualquer jornalista, até porque não queria ser só mais uma num mercado que eu acreditava estar meio saturado. Com minha mãe sempre de olho nas novidades de intercâmbio (o sonho da minha mãe ainda é esse), eu descobri que aqui no Rio de Janeiro iria haver uma reunião de diversas faculdades americanas e, posteriormente, pouquíssimas inglesas. Seria no salão de convenções de um hotel bem caro da Zona Sul aqui do Rio de Janeiro (se não me engano, foi no Sofitel). Essas reuniões acontecem com certa frequência aqui no Brasil, que é quando essas instituições particulares conseguem atrair novos estudantes para seus campus. Então a primeira dica é: 

Pesquise muito quando e onde acontecerão essas feiras.


Quando fui para a feira, visitei todos os stands. A dica é mostrar-se interessada e ter bom domínio da língua inglesa. Eles perguntaram o que eu fazia, e respondi que fazia um curso técnico numa instituição federal de renome, com boa base em ciências humanas apesar de estudar a área de saúde. Só dizer Fiocruz que os olhinhos deles brilharam. Caso você não estude numa escola de tanto nome, opte por mostrar as coisas que faz. Trabalhos voluntários, participação em competições esportivas, etc. 

Mostre interesse em conversar diretamente com a pessoa da faculdade. Alguns stands vão com intérpretes, mas se você conversar diretamente com o representante da instituição (sempre incluindo o intérprete nas conversas, como eu fiz perguntando: "Conhece a Fiocruz? Estudo lá dentro, faço isso e isso e isso") conta bons pontos tanto no quesito simpatia quanto na fluência da língua inglesa. 

Lá eu tive que responder a diversos questionários (a maioria em inglês) com várias perguntas sobre minha vida. Não lembro exatamente das perguntas, mas era sobre escolaridade, onde eu estudava, por quais motivos queria estudar fora...
Diversas faculdades que tinham o curso de jornalismo se propuseram a explicar a rotina dos campus e sobre empregos. A faculdade que manteve contato comigo foi a George Washington University, que fica em Washington D.C. (capital estadunidense). Lá eles tem um programa para essa área com uma ênfase multimídia que eu achei muito interessante para quem gosta. 
Nessa universidade há também apoio aos estudantes, com dormitórios e estudantes estrangeiros tem prioridade para trabalhar em determinados setores dentro do campus. Masssss o preço era salgado. Mesmo com a bolsa de 50%  eu teria que desembolsar cerca de 40 mil dólares por ano. Mais ou menos 20 mil dólares por semestre. Não consigo precisar os valores até porque faz algum tempo, mas dá para entender que não é qualquer um que pode cursar assim e eu, inclusive, não poderia.

A GWU (abreviei, viu?) tinha uma estrutura bem legal. Eles me entregaram diversos folders e mantiveram contato comigo durante esses dois anos. Na mesma semana, sei que houve um contato da universidade com minha escola, tanto que o coordenador veio conversar comigo e eu disse que poderiam sim falar sobre rendimento e tudo mais. O que contou muitos pontos foi eu ter sido boa aluna durante toda a minha vida e o ensino médio inteiro (mesmo que até 2011 meu currículo não tenha alavancado tanto quanto nos dois anos seguintes). 

Permaneci em contato com a universidade durante esses últimos dois anos e eles sempre mandavam e-mails e papéis informando que eu deveria continuar manifestando interesse pela bolsa porque, em caso contrário, eu a perderia. E eu a perdi PORQUE não estava com vontade de abandonar meu sonho de ser médica por conta de dificuldades minhas. Decidi superar e seguir o que me deixaria feliz, que é minha carreira na área da saúde apesar de amar escrever e tudo mais. 

Se vocês tiverem perguntas além das que eu vou responder aqui, enviem nos comentários que faço um novo post com mais respostas. 


Quero também deixar claro que a bolsa de estudos não era uma garantia pelos 4 anos de faculdade. Eu deveria ter notas boas, participação em atividades extras e tudo mais. Por minha vocação diferente e medo de não ter grana, não fui nem irei. Espero que outras pessoas possam agarrar oportunidades assim!

Esqueci de dizer que algumas outras fases seriam necessárias posteriormente, como provas de inglês e outros requerimentos que eu nem cheguei a ver por ter perdido o interesse. Quero que entendam que eu era uma aluna em potencial interessante para a universidade, mas não tinha muitas garantias de conseguir. 


Perguntas: 


A Wanessa Andrade, do blog Merdicências, perguntou:
Foi por algum tipo de programa? Quais são os pré-requisitos?
Bem, como eu expliquei foi por essa feira de universidades americanas. Nesse caso, não há pré-requisitos, mas é muito interessante que você se comunique fluentemente em inglês e mostre ser bom aluno/ter bons antecedentes, digamos assim.


A Marielen Romanna, do blog Voa, Mari, perguntou: 
O que precisa fazer pra conseguir uma bolsa nos EUA? Todas as universidades gringas disponibilizam essas bolsas?
Há diveeeersos programas, mas eu não conheço a fundo de nenhum (nem mesmo desse) para explicar muito bem. Também não sei se são todas as universidades que fazem isso, mas são muitas. Na feira havia mais de 30 faculdades americanas com seus stands. 


A Danyella Rodrigues, que não tem blog, perguntou:
Como você aprendeu a língua e por que recusou a bolsa?
Eu aprendi inglês em cursos, mas principalmente por mim mesma através de séries, músicas e livros. Meu nível de inglês já é avançado (faltam 3 meses para eu concluir o curso no Cultura Inglesa). Na época, era o intermediário 3, um nível antes do avançado. Isso me permitiu conversar sem grandes falhas com as pessoas de todos os stands. Recusei a bolsa porque, como eu disse acima, meu sonho é ser médica e não jornalista.


A Gessica Alvim, do blog Cereja Black, perguntou: 
Você fez algum tipo de prova/vestibular para conseguir? Alguém te indicou?
Não, não fiz prova alguma porque não optei por continuar mantendo contato com a universidade até o ponto em que eu teria algum tipo de teste de inglês a ser feito. O cara se interessou de verdade porque me viu falando inglês e porque mencionei a instituição em que eu estudava, além do meu curso técnico que, mesmo não sendo na área, já mostra que estava em busca de me tornar uma profissional ainda muito cedo. À época da feira eu havia acabado de completar 15 anos.


A Tati Pereira, do blog Ilha de Tati, perguntou:
Em qual universidade você iria estudar?
Na George Washington University, com o campus em Washington D.C. 


A Leh Giacon, do blog Leh dá dicas, perguntou:
O dinheiro para investir nisso é quanto? Você receberia uma ajuda de custo para viver lá?
O dinheiro é muito. Não parei para fazer contas do total (universidade, moradia, alimentação)... Mas tem que ter muita vontade e dinheiro considerável nesse caso. A universidade ajudaria pelo programa de estrangeiros, com prioridade para trabalho em serviços nas lanchonetes e bares do campus. Mas... Não era muito mais que isso. 


A Mariana Ferrari, do blog Cafeína Aguda, perguntou:
Em quais cidades/estados essas feiras vão e como saber quando vão?
O Google é o melhor amigo dessas horas. Alguns jornais também divulgam, há um tempo atrás o Jornal Hoje, da Globo, falou sobre essa feira. Mas acontecem nas capitais, geralmente. Já vi no Rio, em São Paulo e em Belo Horizonte. 


A Juliana Guimarães, do blog Dona Urbana, perguntou:
Apenas escolas públicas disponibilizam bolsas?
Não sei! Eu fui com minha família, levei meus pais e eles também conversaram (só minha mãe porque meu pai não fala inglês), mas foi sozinha. Há programas de escolas e faculdades relacionados a estudos "sanduíche", metade aqui no Brasil e metade fora, mas o que eu consegui não era ligado a nenhuma instituição de ensino brasileira. 


A Gabriela Azevedo, do blog Adolescente de fases, perguntou:
Você gastou quanto pra isso? Foi através de qual programa? Como assim você não foi?! Qual seu nível de inglês? Você iria morar onde lá? Seria na própria faculdade? República? Casa de alguém? Eles iam pagar todas suas necessidades?
Opa, calma! Não cheguei a gastar nada porque, como disse, desisti numa das primeiras fases do processo. Não foi através de nenhum programa, eu que procurei. Não fui porque não quero ser jornalista e sim médica. Meu nível de inglês é avançado. Eu moraria nos dormitórios da faculdade, em Washington. E eles não pagariam todas as minhas necessidades. 


A Gabrielle Isabelle, que não disse o blog, perguntou:
Tem uma prova certo? Em uma das universidades vi que tem essa prova online, você fez presencial ou online? Onde? Qual universidade? Você contratou alguém para traduzir boletins?
Não cheguei a fazer provas porque desisti nas primeiras fases. Seria em Washington, capital americana, na GWU. E não contratei ninguém para traduzir boletins, eles que entraram em contato com a escola pelo que fui informada. 


As dúvidas foram sanadas com alegria, galera? Perdão pelo post longo, mas queria evitar dividí-lo e nunca mais lembrar de escrever. Ops...

Mais alguma coisa é só comentar, viu? Beijão!

Testes vocacionais

Ei, você aí que fez o ENEM. Você aí mesmo, que está sentada com a coluna curvada na cadeira do computador e com a louça para lavar. Você que estudou na escola particular, na pública, que não estudou e você que quer pegar o diploma do Ensino Médio.
O MEC, responsável pelo ENEM, já divulgou as datas que parecem ser oficiais até que se mude tudo. O resultado da temida prova de resistência sai na primeira semana de janeiro. Na semana seguinte, o SiSU abre. Ele é o sistema que seleciona candidatos para diversas faculdades do Brasil por conta da nota do ENEM.
Mas aí você leitor desta Balbúrdia olha para os lados, roi as unhas e vira-se para o céu, questionando-se: "Deus, o que eu farei na faculdade?"
 Não garanto a você que depois desse post seus problemas estarão terminados, mas pensar sobre o assunto é sempre bom. E é isso o que você fará aqui. Apresento-lhes o post sobre:






Testes vocacionais são uma série de perguntas relacionadas a sua personalidade, temperamento, gostos, planos, etc. Sendo assim, um perfil é traçado para você e as profissões relacionadas a essas aptidões são listadas.
Desde os meus 13 anos eu sei que quero fazer medicina. Hoje, depois de uma reprovação no primeiro vestibular, em que não cheguei quase lá mas também assumo não ter ido mal, reconheço que pensar em fazer outra coisa me parece muito difícil. Queria querer alguma coisa que não fosse tão complicada, mas... Vocação é vocação.

Mas aí você, leitor ou leitora, não recebeu o tal chamadoParece que todos os deuses decidiram ignorar seus pedidos desesperados durante o ensino médio inteirinho e você está mais perdido que barata depois do inseticida.  A sua saída é procurar testes vocacionais e se informar!


Quando eu fazia meus primeiros testes vocacionais, uma inclinação para a área de ciências humanas era absolutamente gritante. Falavam que eu deveria seguir para ramos ligados à história, escrita ou criatividade. Bem, não era exatamente o que queria. Com a criação do blog, eu pude dar vazão a essas vocações sem necessariamente utilizá-las como profissão.
Eu assumo que passei um momento de ~nãovoupassarmemedicinaeprecisofazeroutracoisa~
Daí eu ganhei uma bolsa pra fazer jornalismo dos EUA. É claro que eu não quis. Mas vocês devem se perguntar como eu consegui essa bolsa... Bem, o processo inteiro merece um post apenas para isso. Se estiverem interessados, comentem que dou uns detalhes e dicas sobre o assunto. Mas saibam de antemão que tem que ter boas notas e falar inglês bem (mas não fluentemente).

Voltando aos testes vocacionais: há diversos testes disponíveis em sites diferentes. Você pode fazer o do Guia do Estudante (que, na minha opinião, é um dos mais completos), o da Veja e até mesmo esse do SENAC
Você vai responder ao que é solicitado. Não espere rapidez: lembre-se que é algo pro seu futuro. 

Responda com sinceridade, não fique tentando imaginar quais seriam as melhores respostas para cada pergunta porque você vai estar mentindo para si! 

E a resposta que vier, aceite. Não se revolte. Isso não significa que você deva seguir exatamente o que está escrito ali. Sou o exemplo vivo: meu último teste vocacional, realizado enquanto escrevia este post, me forneceu jornalismo, diplomacia e administração como possíveis profissões. Não quero fazer nada disso. 
E reconheço que a minha profissão é muito bem desempenhada por mim, que como recém-formada tenho muito a aprender, e eu sou devidamente apaixonada por ela (técnicos em análises clínicas <3) E isso significa que eu quero crescer nessa área da saúde, então enveredarei por caminhos... Hm, mais médicos. 


Espero que eu tenha ajudado de alguma forma a entender todo o processo vocacional. Não se desespere se pra você ainda não rolou a inspiração divina. O que não pode acontecer é você escolher uma carreira e achar-se triste nela, ok?

Gostaram do post? Cliquem, comentem, compartilhem e tornem a autora desta balbúrdia muito mais realizada.