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Comprando presentes para meninos



Depois de amanhã é aniversário do meu namorado (o menino é só três dias mais velho que eu, amor desde a maternidade) e todo ano é a mesma coisa: eu não sei o que dar de presente pro hômi. Fico naquela indecisão, naquele desespero e hoje ainda não comprei o presente. Pelo menos esse ano eu sei o que dar. UFA!

Pensando nisso e em todas as mulheres que depois de anos de namoro ficam sem ideias (porque ficam mesmo), eu aproveitei esse período de aniversário e pré-dia-dos-namorados para criar esse post aqui com ideias legais do que dar pro seu namorado ou pro amigo, ficante, sei-lá-mais-quem

A primeira dica que dou é: trace um perfil do cara. Como ele se veste, músicas que escuta e coisas que gosta. Vou traçar o perfil do Lucas aqui para vocês acompanharem, ok??


1: Lucas se veste no basicão, mas gosta de um basicão ajeitadinho. Calça jeans, bermuda, camiseta legal (com uma estampa sempre diferente) e chinelo. Porém ama um perfume.

2: Lucas toca guitarra e é fã dos Peppers.

3: Lucas faz engenharia. Portanto, gosta de química, física e matemática. Sim, ele é nerdzinho.

4: Lucas ama ler.


Com essas informações, eu já dei de presente: 

  • Perfume (e me arrependi, um vidro muito grande acabou em UM MÊS!!)
  • Um moletom do Queens of the Stone Age
  • Me propus a pagar o ingresso do show do Paramore dele
  • CDs do Red Hot Chili Peppers, Coldplay, Foo Fighters
  • Blusa do RHCP
  • Livros, muitos livros
Deu para perceber que não fugi muito do mundo musical, mas esse ano fiquei sem boas ideias. Não queria mais dar esse tipo de roupa para ele. Então decidi que daria alguma coisa mais pessoal que eu não vou revelar. (bobinho, só sábado. Rala daqui, Lucas, para de ler!!)

Mas procurando na internet, achei lojas que podem ser legais para vocês. 

A que eu indico pro namorado basicão é a Taco. Eles tem roupas simples, que duram bastante e algumas camisas com estampas legais, muitas vezes relacionadas ao mundo da música. Em qualquer shopping você encontra uma filial porque é uma marca bem grande. 
Mas olha, o cara tem que ser BEEEM basicão mesmo. Meu pai adora as coisas de lá porque realmente não têm muito frufru. 


Pro cara que curte muito música, como o Lucas, eu indico a Punkstein. É uma loja online muito confiável. Das vezes que comprei lá a peça veio antes do prazo e em perfeito estado (o moletom do QOTSA veio de lá, por exemplo). Você também encontra coisas relacionadas a séries. Além disso, eles vendem em diversos tamanhos as roupas e também bottons, canecas e calças. Indico de verdade (e isso não tem a ver com publicidade porque não estou recebendo nada de lá, mas bem que poderia porque meu aniversário é terça, viu, pessoal?)


Achei esse site perfeito pro Lucas porque eu acho que ele gostaria de ter quase todas as camisas e canecas daqui do jeito que é nerd. É o Zazzle. Nunca comprei por lá, mas entrem nos links (química e biologia) e olhem as belezuras pro cara que curte biologia e química principalmente. Inclusive tem várias coisas sobre cafeína, molécula orgânica favorita do meu namorado (que inclusive tem uma monografia sobre ela: #orgulho). 

Também aceito esses presentes, pessoal!! Não é surpresa pra ninguém que meu coração bate muito mais rápido quando tem química e biologia no meio. 


Para livros, não tem muito mistério. Procure na livraria mais próxima aquela sessão de livros que você sabe que o cara vai amar. Eu mesma sabia que o Lucas amava livros do Eduardo Spohr (o cara que escreveu Batalha do Apocalipse), então eu dei alguns livros desse autor para ele. Além de outros livros de aventura que ele curte. 

Deu para entender mais ou menos como funcionaria o procedimento? Mapeie os gostos do cara e procure por alguma loja que atenda aos requisitos. Vasculhe em toda a personalidade dele. Você o conhece bem! Vai encontrar algo bem inusitado que ele com certeza vai amar! 

Só não use o aniversário ou o dia dos namorados para dar aquele presente que o cara sempre recusou, porque vai ser péssimo. Nunca que eu daria um livro de culinária pro Lucas, por exemplo, porque ele não sabe/não gosta nem de fritar um ovo. Então eu procuro por algo que atenda aos gostos dele e não exclusivamente aos meus. 


Gostaram das sugestões? Comentem aí embaixo e digam o que vocês já deram de presente pros meninos que as rodeiam! 

Três dicas para viver melhor



Hoje eu acordei cedinho para ir à aula. Com a greve dos ônibus aqui no Rio de Janeiro, meus pais acharam melhor eu faltar ao cursinho e eu decidi dormir mais um pouco. 
Engraçado como nossos sonhos nos afetam, não? Dormir mais um pouquinho foi sinônimo de pesadelos e mais pesadelos. Acordei decidida a não me deixar influenciar por isso e pensei: quais são as coisas básicas que nos fazem viver melhor? A listinha mental que procurei repassar durante toda a manhã trago agora para vocês. 



Engula o orgulho

"Mas, ô Bia, essa situação já começou difícil"
Eu sei que é difícil, mas libertador. Demoro muito a perdoar uma pessoa e não costumo dizer que está tudo bem se eu realmente não estiver com o coração em paz (como diz um professor meu). Enquanto isso, pense se realmente pode conviver com a ideia de deixar de lado seu orgulho, suas vontades mesquinhas e suas prepotências. Todo mundo tem seus pontos fracos, aquele ponto cego da sua própria personalidade
Precisa de ajuda? Aceite. Se aceite. Sua vida será mais fácil e você saberá que sempre terá alguém do seu lado disposto a doar o melhor de si para sua vida ser mais feliz. 



Faça alguém rir todos os dias

Certa vez minha mãe me ensinou que todos os dias devemos ceder um sorriso e um "bom dia". Isso pode alegrar nosso dia de uma forma maravilhosa, mas pode trazer benefícios incrivelmente maiores ao outro. Se você passar por alguém todos os dias de fones de ouvido sem olhar ao redor, não vai perceber as nuances da vida do verdureiro, da moça da padaria e do carinha que controla o trânsito perto da sua casa. Experimente sorrir para essa pessoa verdadeiramente, dar o bom dia de toda manhã. 
Eu fiz o teste. É renovador. Sou amiga da moça da quitanda daqui de casa e ela já sabe quando eu não estou muito bem. Pergunta da minha irmãzinha, pergunto sobre a filha dela. E nos ajudamos todos os dias distribuindo sorrisos. 




Se entregue ao que te faz bem

A vida é curta demais para a gente fazer coisas que nos entristecem. Continuar naquele curso da faculdade que a gente não gosta, manter um relacionamento possessivo, não ter o celular que a gente quer só porque daqui a dois anos ele pode parar de funcionar, não se matricular na aula de pole dance por medo do que as pessoas irão dizer...
Se jogar no incerto é muito difícil para taurinos como eu. Pode ser uma resolução para os meus dezoito anos, então eu tenho menos de duas semanas para dar adeus às minhas pequenas prisões. Trocar o xampu que eu não gosto, aceitar minha vida de quatro-olhos a partir de agora (sabiam disso?), ser mais livre comigo mesma! Cada um de nós deve testar o que nos faz feliz e seguir nesse caminho sem olhar para trás e com os ouvidos atentos apenas aos elogios, não aos desagrados. 



Três documentários que valem a pena


Não sei se vocês sabem, mas desde que eu entrei no Ensino Médio fiquei na turma de Audiovisual em artes. E foi um período maravilhoso! No momento talvez eu não tenha percebido tanto o que acontecia na minha percepção sobre a sétima arte em geral, mas hoje eu paro e percebo que amadureci muito nesse quesito. E melhorei muito a qualidade dos filmes que assisto, procurando sempre observar coisas como fotografia, posicionamento da câmera, luz e entender como isso influenciou o que senti durante o filme.

Nesse período, conheci documentários maravilhosos. Decidi apresentar três e depois vou dar umas dicas de outros. 

Primeiramente, vamos entender o que são documentários?

Documentário

O documentário é um gênero do cinema que tem um comprometimento com a veracidade das ideias que passa. Mas a veracidade das ideias é algo muito subjetivo, não? O que é verdadeiro do meu ponto de vista pode não ser do seu. 
Compliquei para você? Então vou descomplicar.
No cinema, em histórias de ficção, o homem pode se jogar de um prédio de 21 andares e não cair ou morrer se isso for positivo para o andamento da história. Num documentário, o homem despencar dessa mesma altura e não morrer ou se ferir gravemente seria uma afronta à verossimilhança. O documentário prima pelo real, em apresentar a realidade. Como é feito por cineastas e cineastas têm suas próprias opiniões e ideologias, ele é carregado de subjetividade. Portanto, não pode ser tido como uma representação fiel da realidade, mas dá para ter uma ideia maravilhosa por ser um documento


Jogo de Cena (2007)





Atendendo a um anúncio de jornal, 83 mulheres contaram sua história de vida em um estúdio. 23 delas foram selecionadas, em junho de 2006, e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano várias atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas por estas mulheres.

Há uma particularidade engraçada com esse filme e esse diretor. Conheci o filme em 2011, num momento de muita tristeza na minha vida. Uma coisa havia acontecido comigo e isso era muito semelhante a uma das histórias contadas por uma das mulheres desse filme. Apresentado pelo meu amigo JP (obrigada eternamente por tudo), no mesmo momento em que recebi seu link, disponível aí em cima, assisti a tudo. Terminei meio que chorando meio que perplexa. É de uma simplicidade e de uma genialidade impressionante! Toca profundamente nosso coração. E foi esse filme que abriu meus olhos para a minha até então triste realidade. Me mudou completamente com a situação.
Cerca de dois meses depois houve uma semana de arte na minha escola. Parávamos todas as aulas para filmes e debates incríveis. Eduardo Coutinho, o diretor deste filme, estava presente apresentando um filme tão simples, tão incrível e muito secreto que não era esse (pesquisem a filmografia desse cara urgentemente). Eu lembro que fiquei meio boba com a forma que ele falava e era simpático. Todo o auditório lotado prestando atenção ao que ele falava.
Dia desses ele apareceu nos noticiários por um motivo tristíssimo: fora assassinado pelo filho, que sofria de distúrbios mentais. Eu só queria que a memória dele não ficasse marcada por isso na mente de vocês que provavelmente assistiram ao Jornal Nacional. Queria que assistissem a esse, se encantassem e procurassem mais coisas. Promessa de dedinho com a Bia?



La educación prohibida (2012)



A Educação Proibida (La Educación Prohibida) é um filme documentário que se propõe questionar as lógicas da escolarização moderna e a forma de entender a educação, visualizando experiências educativas diferentes, não convencionais que colocam a necessidade de um novo paradigma educativo.

Esse documentário eu assisti durante uma aula de filosofia. Dá para perceber que a Politécnica me marcou muito profundamente no quesito fílmico e crítico, não? Esse filme é um tapa na cara da nossa educação tradicional. Uma quebra de paradigmas impressionantes que nos faz pensar: 
"Por que estamos submetidos a métodos seculares de educação que não privilegiam o conhecimento para o aluno realmente?"
"Por que essa meritocracia que não leva em consideração o real aprendizado?"
"Por que a escola é um espaço insatisfatório para o aluno?"
Depois que você terminar esse filme, terá milhões de interrogações na sua cabeça. Elas irão muito além do que você conhece como educação, escola, vestibular e toda essa baboseira. Esse documentário argentino funciona como um propulsor para a nossa mente, nos questiona. Ele nos joga contra a parede e ensina de um modo belíssimo. Achei bem interativo e bonito visualmente também. É agradável aos olhos e à mente. Vale muito a pena. 


Capitalismo: uma história de amor (2009)




Michael Moore apresenta uma análise de como o capitalismo corrompeu os ideais de liberdade previstos na Constituição dos Estados Unidos, visando gerar lucros cada vez maiores para um grupo seleto da sociedade, enquanto que a maioria perde cada vez mais direitos.

Querem me chamar de socialista? Chamem então. Haverá aqueles mimimis típicos de quando eu deflagro que eu sou contra o neoliberalismo e capitalismo como se dá. E também não acho o socialismo efetivo de todo, porque para mim ele é utópico. Para você que quer entender como se dá o capitalismo na real nesse mundão afora, se liga nesse filme dirigido por Michael Moore. O cara é fera e tem diversos outros documentários que você deve ver. Simplesmente porque ele é uma das pessoas que mais se destaca no planeta por dirigir documentários que tem colocam para pensar de verdade.
Como eu disse lááá em cima, um documentário é uma visão subjetiva da realidade. Mas é necessário compreender que o mundo é mais do que a gente vê pela televisão, que os americanos não são todos capitalistas-malucos-que-só-querem-saber-de-ferrar-o-resto-do-mundo, que um monte de coisas que nós conhecíamos como corretas podem ser visões hegemônicas. Veja esse documentário com urgência. 



Outros documentários que você gostaria de ver:

O dia que durou 21 anos (Camilo Galli Tavares)
Roger e eu (Michael Moore)
Só dez por cento é mentira (Pedro Cezar)

Se interessou? Então comenta aí para que nós possamos conversar mais sobre o assunto! Beijão!

Doação de cabelos: você também pode fazer

Vocês sabem que eu sou meio maluca com esses negócios de doação, não sabem? Se não sabiam, ficam sabendo agora!

Quero me cadastrar como doadora de medula, já avisei que sou doadora de órgãos, me roo de tristeza por não conseguir doar sangue... Agora que descobri a doação de cabelos pensei que isso é muito amor e por isso estou me segurando para não cortar o cabelo num ímpeto! E ele já tá bem grandinho!

Tá afim de saber mais sobre isso e como fazer? Cola no post aí!



O cabelo na nossa sociedade é sinônimo, para muitos, de dignidade feminina. Um cabelo bem tratado, bonito é sempre muito bem visto por todos. Mas e quando isso é arrancado de nós de uma hora para outra?

Já imaginou uma situação de uma menina da nossa idade, 17 ou 18 anos, que descobre-se de repente com uma doença dificílima como o câncer? E se no tratamento quimioterápico seus cabelos caíssem e ela se tornasse "careca"? Imagina a dificuldade de lidar com a falta de identificação com seu próprio corpo e sua própria imagem, além da doença que está se passando. 

Imagine uma senhora de meia-idade, casada, com filhos. A perda do cabelo para ela pode vir com o medo de que seu marido não mais a reconheça, além de toda a dificuldade da doença que ela está passando. Isso é bem comum quando você conversa com pessoas que passam por esses problemas.

Se você se sentiu mal com qualquer uma dessas situações, deve começar a pensar em se tornar um doador de cabelo! Não doi e faz um bem danado!

Eu estou deixando meu cabelo crescer com o intuito de doá-lo. Já estou há 5 meses sem cortá-lo. Esse é meu recorde porque eu sou a maníaca-que-corta-o-cabelo-sempre. 


Atentei para essa campanha quando minha amiga Letícia Sales, de Recife, deu uma entrevista no jornal local sobre a instituição "Força na Peruca", que atua na cidade conscientizando e recolhendo doações. Ela cortou mais de 20 centímetros do cabelão lindo que ela cultivava já há anos, tudo para o bem da causa. E com certeza há alguém muito mais feliz de receber esse cabelo, que será utilizado para confecção de apliques e perucas para essas pessoas que sofrem de alopécia, câncer, dentre outras doenças ou disfunções que causam a queda do cabelo. 

Ah, queria deixar claro que é o tratamento quimioterápico para o câncer que majoritariamente causa a queda do cabelo. Instituições oncológicas como o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estão de olho nisso e muitas vezes recebem doações. Verifique se o INCA no seu estado está recebendo e se informe de todo o processo necessário para cada lugar para onde você está doando. 

Além do INCA e do Força na Peruca, há diversas outras instituições. Informe-se direitinho sobre elas: algumas você precisa pagar correio e frente, noutras há pessoas que vão até mesmo buscar o cabelo.

Para doar, não importa o tipo de cabelo. Dos lisos aos cacheados, passando pelos ondulados, crespos e com frizz. Coloridos, descoloridos, com tonalizantes... A única coisa que se pede é que o cabelo não esteja muito danificado com uma sequência química pesada. 
É importante atentar para o tamanho. A doação recomendada é de mais de dez centimetros (aproximadamente um palmo de cabelo). 



Imagem retirada do Notícias R7

Deu pra entender o processo, pessoal? Animam de doar?
Fazer o bem é sempre a melhor escolha!


UPDATE: Ahhh, acabei de lembrar que eu já havia escrito aqui no blog no início desse ano sobre a doação de medula óssea. Tá quase chegando a minha hora e se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui

Bolsas de estudo no exterior: dúvidas e dicas



Atendendo a pedidos, venho neste post contar minha saga da quase-loucura da minha vida. Aviso que o post é grande já de antemão!

Tudo começou quando, há três anos, eu estava no primeiro ano do ensino médio (UAU, tem tanto tempo assim??). O sonho da minha vida se resumia a uma palavra: m-e-d-i-c-i-n-a. Mas para quem conhece a rotina de vestibulares e, principalmente, dos vestibulares de medicina esse sonho é um pouco distante demais para muitos. Depois de uma recuperação meio injusta em física, comecei a pensar que eu poderia estar um pouco distante demais do intelecto que precisaria desenvolver para ser médica. 

Ao mesmo tempo, eu escrevia textos. Esses mesmos que vocês de vez em quando descobrem aqui no blog aleatoriamente. E eu era boa, cara. Hoje olho pra trás e percebo que eu tinha real talento pro negócio. Eis que no desespero vocacional, decretei: "Vou ser jornalista".

É claro que eu não iria ser qualquer jornalista, até porque não queria ser só mais uma num mercado que eu acreditava estar meio saturado. Com minha mãe sempre de olho nas novidades de intercâmbio (o sonho da minha mãe ainda é esse), eu descobri que aqui no Rio de Janeiro iria haver uma reunião de diversas faculdades americanas e, posteriormente, pouquíssimas inglesas. Seria no salão de convenções de um hotel bem caro da Zona Sul aqui do Rio de Janeiro (se não me engano, foi no Sofitel). Essas reuniões acontecem com certa frequência aqui no Brasil, que é quando essas instituições particulares conseguem atrair novos estudantes para seus campus. Então a primeira dica é: 

Pesquise muito quando e onde acontecerão essas feiras.


Quando fui para a feira, visitei todos os stands. A dica é mostrar-se interessada e ter bom domínio da língua inglesa. Eles perguntaram o que eu fazia, e respondi que fazia um curso técnico numa instituição federal de renome, com boa base em ciências humanas apesar de estudar a área de saúde. Só dizer Fiocruz que os olhinhos deles brilharam. Caso você não estude numa escola de tanto nome, opte por mostrar as coisas que faz. Trabalhos voluntários, participação em competições esportivas, etc. 

Mostre interesse em conversar diretamente com a pessoa da faculdade. Alguns stands vão com intérpretes, mas se você conversar diretamente com o representante da instituição (sempre incluindo o intérprete nas conversas, como eu fiz perguntando: "Conhece a Fiocruz? Estudo lá dentro, faço isso e isso e isso") conta bons pontos tanto no quesito simpatia quanto na fluência da língua inglesa. 

Lá eu tive que responder a diversos questionários (a maioria em inglês) com várias perguntas sobre minha vida. Não lembro exatamente das perguntas, mas era sobre escolaridade, onde eu estudava, por quais motivos queria estudar fora...
Diversas faculdades que tinham o curso de jornalismo se propuseram a explicar a rotina dos campus e sobre empregos. A faculdade que manteve contato comigo foi a George Washington University, que fica em Washington D.C. (capital estadunidense). Lá eles tem um programa para essa área com uma ênfase multimídia que eu achei muito interessante para quem gosta. 
Nessa universidade há também apoio aos estudantes, com dormitórios e estudantes estrangeiros tem prioridade para trabalhar em determinados setores dentro do campus. Masssss o preço era salgado. Mesmo com a bolsa de 50%  eu teria que desembolsar cerca de 40 mil dólares por ano. Mais ou menos 20 mil dólares por semestre. Não consigo precisar os valores até porque faz algum tempo, mas dá para entender que não é qualquer um que pode cursar assim e eu, inclusive, não poderia.

A GWU (abreviei, viu?) tinha uma estrutura bem legal. Eles me entregaram diversos folders e mantiveram contato comigo durante esses dois anos. Na mesma semana, sei que houve um contato da universidade com minha escola, tanto que o coordenador veio conversar comigo e eu disse que poderiam sim falar sobre rendimento e tudo mais. O que contou muitos pontos foi eu ter sido boa aluna durante toda a minha vida e o ensino médio inteiro (mesmo que até 2011 meu currículo não tenha alavancado tanto quanto nos dois anos seguintes). 

Permaneci em contato com a universidade durante esses últimos dois anos e eles sempre mandavam e-mails e papéis informando que eu deveria continuar manifestando interesse pela bolsa porque, em caso contrário, eu a perderia. E eu a perdi PORQUE não estava com vontade de abandonar meu sonho de ser médica por conta de dificuldades minhas. Decidi superar e seguir o que me deixaria feliz, que é minha carreira na área da saúde apesar de amar escrever e tudo mais. 

Se vocês tiverem perguntas além das que eu vou responder aqui, enviem nos comentários que faço um novo post com mais respostas. 


Quero também deixar claro que a bolsa de estudos não era uma garantia pelos 4 anos de faculdade. Eu deveria ter notas boas, participação em atividades extras e tudo mais. Por minha vocação diferente e medo de não ter grana, não fui nem irei. Espero que outras pessoas possam agarrar oportunidades assim!

Esqueci de dizer que algumas outras fases seriam necessárias posteriormente, como provas de inglês e outros requerimentos que eu nem cheguei a ver por ter perdido o interesse. Quero que entendam que eu era uma aluna em potencial interessante para a universidade, mas não tinha muitas garantias de conseguir. 


Perguntas: 


A Wanessa Andrade, do blog Merdicências, perguntou:
Foi por algum tipo de programa? Quais são os pré-requisitos?
Bem, como eu expliquei foi por essa feira de universidades americanas. Nesse caso, não há pré-requisitos, mas é muito interessante que você se comunique fluentemente em inglês e mostre ser bom aluno/ter bons antecedentes, digamos assim.


A Marielen Romanna, do blog Voa, Mari, perguntou: 
O que precisa fazer pra conseguir uma bolsa nos EUA? Todas as universidades gringas disponibilizam essas bolsas?
Há diveeeersos programas, mas eu não conheço a fundo de nenhum (nem mesmo desse) para explicar muito bem. Também não sei se são todas as universidades que fazem isso, mas são muitas. Na feira havia mais de 30 faculdades americanas com seus stands. 


A Danyella Rodrigues, que não tem blog, perguntou:
Como você aprendeu a língua e por que recusou a bolsa?
Eu aprendi inglês em cursos, mas principalmente por mim mesma através de séries, músicas e livros. Meu nível de inglês já é avançado (faltam 3 meses para eu concluir o curso no Cultura Inglesa). Na época, era o intermediário 3, um nível antes do avançado. Isso me permitiu conversar sem grandes falhas com as pessoas de todos os stands. Recusei a bolsa porque, como eu disse acima, meu sonho é ser médica e não jornalista.


A Gessica Alvim, do blog Cereja Black, perguntou: 
Você fez algum tipo de prova/vestibular para conseguir? Alguém te indicou?
Não, não fiz prova alguma porque não optei por continuar mantendo contato com a universidade até o ponto em que eu teria algum tipo de teste de inglês a ser feito. O cara se interessou de verdade porque me viu falando inglês e porque mencionei a instituição em que eu estudava, além do meu curso técnico que, mesmo não sendo na área, já mostra que estava em busca de me tornar uma profissional ainda muito cedo. À época da feira eu havia acabado de completar 15 anos.


A Tati Pereira, do blog Ilha de Tati, perguntou:
Em qual universidade você iria estudar?
Na George Washington University, com o campus em Washington D.C. 


A Leh Giacon, do blog Leh dá dicas, perguntou:
O dinheiro para investir nisso é quanto? Você receberia uma ajuda de custo para viver lá?
O dinheiro é muito. Não parei para fazer contas do total (universidade, moradia, alimentação)... Mas tem que ter muita vontade e dinheiro considerável nesse caso. A universidade ajudaria pelo programa de estrangeiros, com prioridade para trabalho em serviços nas lanchonetes e bares do campus. Mas... Não era muito mais que isso. 


A Mariana Ferrari, do blog Cafeína Aguda, perguntou:
Em quais cidades/estados essas feiras vão e como saber quando vão?
O Google é o melhor amigo dessas horas. Alguns jornais também divulgam, há um tempo atrás o Jornal Hoje, da Globo, falou sobre essa feira. Mas acontecem nas capitais, geralmente. Já vi no Rio, em São Paulo e em Belo Horizonte. 


A Juliana Guimarães, do blog Dona Urbana, perguntou:
Apenas escolas públicas disponibilizam bolsas?
Não sei! Eu fui com minha família, levei meus pais e eles também conversaram (só minha mãe porque meu pai não fala inglês), mas foi sozinha. Há programas de escolas e faculdades relacionados a estudos "sanduíche", metade aqui no Brasil e metade fora, mas o que eu consegui não era ligado a nenhuma instituição de ensino brasileira. 


A Gabriela Azevedo, do blog Adolescente de fases, perguntou:
Você gastou quanto pra isso? Foi através de qual programa? Como assim você não foi?! Qual seu nível de inglês? Você iria morar onde lá? Seria na própria faculdade? República? Casa de alguém? Eles iam pagar todas suas necessidades?
Opa, calma! Não cheguei a gastar nada porque, como disse, desisti numa das primeiras fases do processo. Não foi através de nenhum programa, eu que procurei. Não fui porque não quero ser jornalista e sim médica. Meu nível de inglês é avançado. Eu moraria nos dormitórios da faculdade, em Washington. E eles não pagariam todas as minhas necessidades. 


A Gabrielle Isabelle, que não disse o blog, perguntou:
Tem uma prova certo? Em uma das universidades vi que tem essa prova online, você fez presencial ou online? Onde? Qual universidade? Você contratou alguém para traduzir boletins?
Não cheguei a fazer provas porque desisti nas primeiras fases. Seria em Washington, capital americana, na GWU. E não contratei ninguém para traduzir boletins, eles que entraram em contato com a escola pelo que fui informada. 


As dúvidas foram sanadas com alegria, galera? Perdão pelo post longo, mas queria evitar dividí-lo e nunca mais lembrar de escrever. Ops...

Mais alguma coisa é só comentar, viu? Beijão!

Eu li: Persépolis

Um livro em quadrinhos (sim, em quadrinhos!!!) que conta a história de uma menina iraniana que acompanha a revolução ocorrendo no seu país e toda a instauração de um regime opressor. As particularidades da idade, a adolêscencia fugida da guerra na Europa e a identidade nacional abordadas com muita graça nessa auto-biografia de Marjani Satrapi. 



A sinopse pelo Skoob é essa: 

"Marjani Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar."


Queria agradecer ao JP que acertou em cheio ao me dar esse livro (e todos os outros). Muito obrigada!

A primeira vez que tive contato com Persépolis eu havia acabado de entrar no Ensino Médio e foi numa aula de Artes Visuais. O livro estava rodando pela mesa e eu acabei pegando para dar uma olhada. 
Aos 14 anos não mensurei muito bem quão profunda poderia ser a história, mas fiquei interessada. Ainda tinha algumas ideias meio tresloucadas sobre o Oriente Médio, como se todo o povo fosse alienado e tivesse os olhos vendados pelo fanatismo religioso. Como se todos fossem implodir carros com seu regime extremista e como se nós, ocidentais, fossemos realmente muito diferentes deles em todos os pontos. Sim, eu era uma idiota preconceituosa. 

Apenas ano passado, quando ganhei o livro do JP, consegui ler. E fiquei devidamente impactada com a história da Marjani. Com a forma pela qual a abordagem é feita, desde as impressões de uma criança sobre o que acontece em seu país e reflete em seu bairro, seus costumes, convicções, roupas que usa e até mesmo com quem ela pode andar.

Marjani faz um apanhado desde os seus dez anos. Aos nove, a revolução instaurou-se no Irã e sua vida passou por enormes mudanças. Além de ser obrigada a usar véu, foi separada dos meninos na sua escola laica. Seus pais, que tinham ideais diferentes e mais avançados em relação ao resto da população, viviam nas sombras do regime mesmo tendo uma condição de vida um pouco melhor. Escondiam-se atrás de cortinas, prendiam janelas para evitar bombardeios e educavam Marjani com livros relacionados às correntes de pensamento da época (década de 1970/1980) ansiando que ela não absorvesse os absurdos morais veiculados pelo governo. 



Marjani vê pessoas da sua família morrerem. Outras são presas. Seus amigos, assassinados ou enviados para o exterior por seus pais terem medo do regime. Seu véu é medido de cima a baixo porque seu cabelo pode excitar os homens (e se isso acontecer é culpa dela segundo o governo). Sua vida vai para trás das cortinas e ela é enviada aos 14 anos, assim como seus amigos, para outro país. Vai para Viena, Áustria, sozinha. Longe de seus pais, seus amigos, seus costumes. Ela precisa se virar para morar, comer, estudar. Até que fica doente e volta ao Irã.
Ela precisa lidar com a saudade do seu país, a opressão cada vez maior em sua pátria e as dificuldades impostas pela idade.

Acho que é desnecessário que eu diga que achei um livro extremamente genial, sensível e tocante. Ele quebra estigmas e preconceitos infundados, abre um leque cultural maravilhoso e te leva a fundo pela sensação das ruas iranianas nessas décadas. 
Todo ponto de vista é ressaltado, toda relação entre países é equacionada em prejuízos para a sociedade e para uma menina que nasceu no auge da revolução. Marjani é corajosa, envolvente e honesta em todas as suas palavras e vícios. 
E com certeza você vai se deliciar com os desenhos feitos de forma bem simples, porém expressiva. Persépolis é um banho de cultura e humanidade!


Livro: Persépolis
Autor (a): Marjani Satrapi
Editora: Quadrinhos na CIA, Companhia das Letras.
Edição/Ano: 5ª, 2009

Dicas para sobreviver ao aquecimento global (se você for pobre)

Pegajoso, gosmento, sedento por água e arrastando-se. Não, eu não me refiro a nenhum molusco saído do Bob Esponja. Me refiro a você no verão brasileiro.
Quer coisa pior que esse calorão? Dá a lombeira depois do almoço, você sai na rua e parece derreter ou tostar, você tenta sem sucesso sobreviver sem ar condicionado e ainda tem que ouvir sua mãe perguntando se é sócia da companhia de luz (ou as péssimas variáveis sexuais que ela escolhe para dizer isso, como "Você acha que eu estou dand* pro dono da companhia de luz para você ficar com o ar condicionado ligado o dia inteiro?). Pior é se você é habitante de uma das cidades praianas que durante o verão lota tanto que para ir à padaria você tem que marcar horário e os turistas estão tão desesperadamente sedentos por água que imaginem que sorte... Ela acaba. A cidade não dá vazão aos calorentos.
Bem, pensando nessas intempéries brasileiras e no verão digno de Mercúrio, o mini-planeta que é vizinho do Sol, estou trazendo dicas mirabolantes para você se virar e não pagar de desidratado.

1: Protetor solar


Depois dessa obra de arte pós-moderna digna de uma exposição... hm, pós-moderna, vejam se captaram a dica pela posição do sol. Merchandising aqui e de graça.


Brincadeiras à parte, durante o verão você já reparou que pega uma corzinha bem rapidamente, não? É porque os raios ultra-violeta estão atravessando a atmosfera e causam queimaduras na pele. Isso em qualquer época do ano, mas como o verão tem mais sol: mais sol >> mais chances de se queimar. E você pode evitar uma hiper-queimadura se utilizar o protetor solar. Há diversos fatores disponíveis (15, 30, 50, 60) e você pode escolher o melhor para sua pele a fim de se proteger. Áreas para as quais deve atentar quando fica exposto: ombros, nariz e bochechas (rosto como um todo, mas principalmente essas duas áreas), joelhos, peitos e pés. 
Se acontecer o trauma e você está tão queimado que só consegue andar nu e até mesmo o hidratante evapora ao encostar na sua pele, recomendo pasta d'água e umas pomadas específicas. Melhoram muito o panorama da queimadura. 
Se o negócio foi muito brabo e você está muito vermelho e com bolhas, não hesite. Corra para um hospital!


2: Ar condicionado de pobre



A alegria dos pobres como eu. 


3: Banho na caixa d'água

Você está sentindo calor. A temperatura lá fora beira a casa dos 50ºC e sua piscina de plástico foi rasgada pela sua tia acima do peso que tentou da um mortal quando pulou da escada de concreto. Sua casa em obras abriga no coração do quintal uma caixa d'água novinha, com cheirinho de polietileno recém-nascido. Você ao invés do tradicional banho de mangueira na laje sábado à tarde recorre pra piscina improvisada no quintal, sua caixa d'água! 
O google imagens tem ótimos tutoriais! 


Já dá para começar a pensar em sobreviver, não? Ninguém aqui quer virar história e não acompanhar o apocalipse zumbi vivo só porque morreu tostado! Gostaram das ideias?



Entrevista para o Cafeína Aguda


Chuchus da minha vida!! Como vocês estão? Hoje o post é rápido e uma hiper-indicação para quem é curioso sobre o assunto ou quer conhecer a linda Mari.
Para quem não sabe, eu sou espiritualista. Frequento centros espíritas desde muito novinha e ano que vem devo ingressar já na escola de médiuns. Em uma conversa em um grupo do Facebook a Mariana Ferrari, dona do blog Cafeína Aguda, começou a se interessar sobre a religião. Baseado em coisas que eu, reles mortal, disse ela criou dois posts para conscientização da população sobre o que realmente é o espiritismo e todos os motivos pelos quais as pessoas dessa religião não devem sofrer nenhum tipo de preconceito.
Deixo claro aqui que não apenas os espíritas (ou espiritualistas) não devem sofrer preconceito. NINGUÉM DEVE SOFRER PRECONCEITO! Em caixa alta, letras garrafais messsssssmo!
Daí que eu aposto um real que vocês vão começar a se sentirem tentados a visitar o blog dela e ler o que eu disse por lá.