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Slackline

Foto retirada da internet


O Slackline é um esporte nascido na Califórnia, EUA, nos anos 1980 e se popularizou pelo mundo há pouco tempo. Basicamente, ergue-se uma fita ou faixa (atualmente específicos para a prática do esporte) entre dois pontos fixos e fica uma espécie de "corda bamba". Conhecia-o daqui das praias do Rio, como na foto acima, em que é quase impossível passar um tempo sem ver uns carinhas mandando manobras no ar em cima da cordinha. Comecei a praticá-lo na escola, nos intervalos que tinha, e digo a você que é uma delícia!

Obviamente eu não mandava nas manobras, mas conseguia me manter em cima da corda por um bom tempo e voltar nela sem muito desespero e com pouco treino. Me senti muito facilitada pelos anos de balé clássico que fiz, já que eles te dão uma boa noção de equilíbrio e posicionamento do seu corpo na fita. 

Eu e vários amigos meus curtíamos a corda de um amigo nosso (valeu, Ulisses) e depois de um tempo outro amigo nosso (tks, Rogerio sem acento, amigo lindo) comprou outra e nos revezávamos. A fita, em si, não é cara. Mas você precisa de um catraca para ajustar a fita entre árvores e ela tem um precinho mais salgado. Não pire: no Mercado Livre você consegue tanto a catraca quanto a fita, num kit de segunda-mão em bom estado, por menos de R$ 100,00. 

A partir daí começamos a marcar dias especificos pra sair e qualquer descanso era motivo de correr pro Slack. 

Essa foto foi tirada quando eu estava subindo na fita com vários frames por minuto. Reparem no Lucas, meu namorado, de camisa preta no fundo da foto admirando minha beleza interior. Tks, Ludi, só podia ser a menina do Rogerio e meu panda favorito.

Pesquisando por aí, descobri que existem inúmeras variações do Slackline. O que nós praticamos é o Trickline, que permite manobras numa fita a aproximadamente 60 centímetros do chão. Eu estou na fase do "Por favor, não pulem na fita porque tenho medo de cair" mas vai que... No futuro, com prática, isso pode mudar. Sem conversa fiada: bora ver as outras formas de praticar o Slack?


Highline

A ideia é a mesma, só que ao invés de estar a 60 centímetros do chão você está a 5 metros ou mais. Sabe aquelas imagens muito loucas com as pessoas em cima de fitas andando de um penhasco a outro? Pois é isso! 

Slackline Motion
Imagem retirada do WHI. Desculpem a qualidade, mas foi a melhor que achei.

Waterline

Se você sabe inglês, matou de cara essa charada. Waterline nada mais é do que o Slackline praticado com uma fita que passa por cima de uma superfície com água. Se cair, pelo menos pode dar um mergulho.


Foto retirada da internet


Longline

É basicamente o Trickline Slackline só que feito em maiores distâncias. Ainda a 60 centímetros do chão, a corda passa de 4 ou 5 metros de comprimento para 10-15 metros. Para quem pratica o esporte, a parte central da fita é a mais instável por estar mais distante dos pontos de apoio. Numa corda maior, essa instabilidade também aumenta e por esse motivo o Longline é considerado um pouco mais difícil que o Trickline comum e sem manobras.



A prática desse esporte é largamente indicada, porque pode ser feita por pessoas de todas as faixas etárias, alturas e tipos físicos. Além de trabalhar nosso corpo, desenvolve a concentração e o equilíbrio. É uma super indicação que faço a vocês: conheçam e pratiquem o esporte. 

Já conheciam o Slack de outras eras? Têm fotos, vídeos e experiências para contar? Comentem aqui no blog! 







Quando os sonhos se tornam realidade

Lembro que aos 13 anos eu tinha medo de sangue, mas eu tinha uma vontade muito grande de me tornar médica.
Fui ensinada a lutar contra meus medos e por esse motivo decidi fazer um concurso extremamente concorrido para estudar na Escola Politécnica da Fiocruz. Como sabem, lá me tornei uma técnica de Análises Clínicas e orgulho-me de dizer que não tenho mais medo de sangue (hoje tenho verdadeiro amor).
Desde minhas brincadeiras de médica quando criança até tudo virar uma obsessão de querer salvar vidas, eu amadureci na porrada. A vida vai moldando a gente pelos estresses, pelas provas diárias. Muitas vezes quis desistir, mas graças a Deus tenho amigos que viam em mim um dom que eu demorava a perceber: o de cuidar. E quando eu quis desistir de tudo por uma bolsa de estudos nos EUA, me colocaram na realidade: "você seria feliz fazendo qualquer coisa que não fosse exercendo seu dom?"
Não.
E hoje essa insistência culminou na minha matrícula na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, no curso de medicina. Hoje recebi a grade que por tantos anos ansiei, com todas as matérias que eu um dia quis estudar. Hoje eu me sinto aos poucos acostumada com a ideia de ser uma estudante de medicina, a que eu sempre sonhei, e daqui a algum tempo estar na linha de frente do conforto e salvamento de diversas vidas que passarão pelas minhas mãos.
Meu Deus, obrigada por tudo!!!

E isso aqui no blog traz óbvias mudanças. Pretendo iniciar uma tag sobre a vida do estudante de medicina, desde os primeiros períodos até os finais e a residência. Obviamente, meu tempo está curto (aula de 8-17 hrs e aulas aos sábados). Os posts vão ficar mais regulares, mas não diários. E eu ainda tenho uma surpresinha mais pro fim do mês. Get ready!

Doação de cabelos: você também pode fazer

Vocês sabem que eu sou meio maluca com esses negócios de doação, não sabem? Se não sabiam, ficam sabendo agora!

Quero me cadastrar como doadora de medula, já avisei que sou doadora de órgãos, me roo de tristeza por não conseguir doar sangue... Agora que descobri a doação de cabelos pensei que isso é muito amor e por isso estou me segurando para não cortar o cabelo num ímpeto! E ele já tá bem grandinho!

Tá afim de saber mais sobre isso e como fazer? Cola no post aí!



O cabelo na nossa sociedade é sinônimo, para muitos, de dignidade feminina. Um cabelo bem tratado, bonito é sempre muito bem visto por todos. Mas e quando isso é arrancado de nós de uma hora para outra?

Já imaginou uma situação de uma menina da nossa idade, 17 ou 18 anos, que descobre-se de repente com uma doença dificílima como o câncer? E se no tratamento quimioterápico seus cabelos caíssem e ela se tornasse "careca"? Imagina a dificuldade de lidar com a falta de identificação com seu próprio corpo e sua própria imagem, além da doença que está se passando. 

Imagine uma senhora de meia-idade, casada, com filhos. A perda do cabelo para ela pode vir com o medo de que seu marido não mais a reconheça, além de toda a dificuldade da doença que ela está passando. Isso é bem comum quando você conversa com pessoas que passam por esses problemas.

Se você se sentiu mal com qualquer uma dessas situações, deve começar a pensar em se tornar um doador de cabelo! Não doi e faz um bem danado!

Eu estou deixando meu cabelo crescer com o intuito de doá-lo. Já estou há 5 meses sem cortá-lo. Esse é meu recorde porque eu sou a maníaca-que-corta-o-cabelo-sempre. 


Atentei para essa campanha quando minha amiga Letícia Sales, de Recife, deu uma entrevista no jornal local sobre a instituição "Força na Peruca", que atua na cidade conscientizando e recolhendo doações. Ela cortou mais de 20 centímetros do cabelão lindo que ela cultivava já há anos, tudo para o bem da causa. E com certeza há alguém muito mais feliz de receber esse cabelo, que será utilizado para confecção de apliques e perucas para essas pessoas que sofrem de alopécia, câncer, dentre outras doenças ou disfunções que causam a queda do cabelo. 

Ah, queria deixar claro que é o tratamento quimioterápico para o câncer que majoritariamente causa a queda do cabelo. Instituições oncológicas como o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estão de olho nisso e muitas vezes recebem doações. Verifique se o INCA no seu estado está recebendo e se informe de todo o processo necessário para cada lugar para onde você está doando. 

Além do INCA e do Força na Peruca, há diversas outras instituições. Informe-se direitinho sobre elas: algumas você precisa pagar correio e frente, noutras há pessoas que vão até mesmo buscar o cabelo.

Para doar, não importa o tipo de cabelo. Dos lisos aos cacheados, passando pelos ondulados, crespos e com frizz. Coloridos, descoloridos, com tonalizantes... A única coisa que se pede é que o cabelo não esteja muito danificado com uma sequência química pesada. 
É importante atentar para o tamanho. A doação recomendada é de mais de dez centimetros (aproximadamente um palmo de cabelo). 



Imagem retirada do Notícias R7

Deu pra entender o processo, pessoal? Animam de doar?
Fazer o bem é sempre a melhor escolha!


UPDATE: Ahhh, acabei de lembrar que eu já havia escrito aqui no blog no início desse ano sobre a doação de medula óssea. Tá quase chegando a minha hora e se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui

Doação de medula óssea: você pode salvar vidas!

Voltei de viagem! Os detalhes? Bem, junta um namorado com febre e com uma infecção gigantesca na garganta (não podíamos nos beijar!!), indisposto e sem conseguir comer. Na sua frente, um marzão e uma piscina mas você com o coração tão apertado de preocupação que não poderia curtir nada. Ou dormir. Esse foi meu Reveillón! Mas chegou 2014 e vamos botar esse blog pra andar. Como foi a virada de vocês?

Nesse ano que surge aí vou virar adulta! Quase isso, gente, mas meu dezoitão tá chegando e eu estou ansiosa sabe pra quê? Pra me cadastrar no Banco de Doação de Medula Óssea do INCA (Instituto Nacional do Câncer). EBA EBA EBAAAAAA!! Desde que sou novinha meus pais são assíduos doadores de sangue e se cadastraram assim que puderam para serem doadores de medula óssea. Se você tem entre 18 e 55 anos pode também entrar nessa briga contra o câncer (mais especificamente a leucemia). Temo que eu não possa doar sangue por questões de pressão e veia meio ruim, mas vou tentar. Acreditem em mim quando digo que tenho veia ruim. Sou técnica em análises clínicas, aquela pessoa que tira seu sangue no laboratório. E honrando meu diploma, apresento a vocês tudo o que eu puder explicar sobre a doação.



Você sabe o que é a medula óssea?
Popularmente conhecida como tutano, é um tecido (agrupamento de células) responsável pela produção das células sanguíneas. Hemácias, leucócitos e os megacariócitos, esses últimos formando as plaquetas. Já dá para entender por que é tão importante, não? Há diversos problemas gerados por "defeitos" na medula, como as leucemias. E por produzir o que há de principal no sangue, qualquer problema na medula pode gerar a morte do paciente. Se você tornar-se doador, pode ajudar a reverter o quadro do câncer no Brasil e trazer vida a uma nova pessoa. Lindo, não?

Quer algumas informações mastigadinhas? Lá vai.

Você que tem entre 18 e 55 anos, está com a saúde boa, precisa se dirigir ao hemocentro mais próximo que encontrar. Lá você vai precisar fazer um Exame de Histocompatibilidade. 

Mas ô Bia, como funciona isso?
Simples! Você vai tirar um tubinho de 10mL de sangue! Olha que moleza! Eles vão ver se está tudo bem com você e os seus dados genéticos essenciais para a doação ficarão guardados num cadastro nacional, o REDOME. 
O REDOME é o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. 

E eu viro doador automaticamente?
Sim, doador. Mas não é feita a coleta da medula. Explicando melhor: você diz para o mundo que é doador e mais do que isso, seus dados ficam guardados, certo? Se houver alguém na fila de transplante necessitando receber a medula, eles primeiro verificarão na família do paciente. Se ninguém for compatível, eles procuram nesse registro nacional. Quando os dados do receptor são inseridos no sistema, ele procura a pessoa que no Brasil é compatível com o receptor. Se você for, olha que sorte a de vocês dois! A pessoa pode estar recebendo mais uma chance de se curar do câncer e você é a pessoa responsável por oferecê-la esse sopro de vida!

Fui chamado para ser doador. O que faço?
É um procedimento cirúrgico, realizado sob anestesia geral (você dorme) ou peridural e necessita de, no mínimo, 24 horas de internação. Mas sem estresse, viu? É um procedimento bem seguro, com uma eficácia bem grande. 

Como funciona o transplante em si? 
Com seringa e agulha, retira-se dos ossos da bacia (quadril) as células que são precursoras das células sanguíneas. Qualquer dia explico melhor, mas a hemácia não nasce sendo hemácia. Ela passa por um processo de maturação exatamente na medula óssea que fará com que ela vire a hemácia do jeito que a gente conhece. Nesse processo ela diminui um pouco de tamanho, perde núcleo nos seres humanos e por aí vai. Cada célula sanguínea tem seu processo de maturação na medula, por isso é tão importante realizar a doação. 

Como o doador fica? Ele sofre danos com a doação?
É possível sentir um desconforto pequeno na região em que foi retirada a medula por no máximo 3 dias. Mas a medula do paciente estará completamente regenerada em quinze dias. Ou seja: você vai viver normalmente mesmo após a doação. E quem recebeu sua medula também poderá viver normalmente um pouco depois. Lindo demais. 



Se você depois desse post sentiu-se inspirado a ser doador, pense bastante sobre o assunto. Converse com sua família, mostre-se solidário. Outra ideia que é interessante a se pensar é que você pode declarar-se doador de órgãos. Eu estou declarada já. Se quiserem, faço outro post sobre a doação de órgãos que é um pouco mais complicada no sentido psicológico. Gostaram da ideia de doar medula? Contem aí se já são doadores!