Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

A culpa é das estrelas: não dos spoilers



Amigos, aviso que este post está sendo patrocinado pelos lencinhos Kleenex!
Brincadeirinha, mas deveria ser do tanto que chorei com este bendito filme! 

Vocês deveriam dizer: "Mas Bia, você já havia lido o livro e sabia exatamente o que acontecia". Sim, caros amigos, mas nada te prepara pro tapa na cara que você recebe enquanto soluça se perguntando por que a vida é tão injusta com um casal tão fofinho que você está shippando ardentemente. E depois você odeia o John Green tão ardentemente quanto.

Querem uma resenha normal? Lá vai a sinopse pelo AdoroCinema:


"Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro."


Vou tentar aqui não colocar muitas impressões do livro de John Green, porque não faço uma resenha dele e sim do filme. 
A coisa mais legal que posso dizer é que o filme é muito fiel. Li o livro tem um tempo e obviamente alguns detalhes faltariam no longa, mas nada que os deixem numa diferença gritante. O filme é bem construído, dá tempo de você se apaixonar pelos personagens e pelo casal e ter tragicamente o final feliz roubado de suas mãos como doce de criança. É fácil chorar.

Acho legal que durante boa parte do filme eles conduzem você a um final aparentemente óbvio, mas você leva aquele baque monumental quando descobre que as coisas tendem a não acontecer como você esperava. 

É um filme muito sensível para tratar de questões como o câncer em crianças. A mudança que se opera na família, os tratamentos, as consequências de ser um sobrevivente e por aí vai. Quem conhece alguém que já passou por problemas com a doença vai com certeza se emocionar por muitas vezes já ter se colocado no lugar das personagens. Outra coisa interessante é que não parece artificial em nenhum momento, eles não são colocados como coitadinhas. A atuação não é forçada e temos que bater palmas para a Woodley, que interpretou a Hazel brilhantemente e conseguiu transmitir a personagem de uma forma muito legal, sem soar pesado ou extremamente depressivo. É uma proeza isso. O Ansel, que é o Gus, é também muito bem construído. Detalhe pra uma das cenas finais, a do posto de gasolina, e da tensão que a gente sente quando passa a entender o que se passa na vida deles porque... Caramba, eles são só adolescentes!

O filme empata com "Marley & Eu" e "P.S.: Eu te amo" quando a gente vai comentar sobre os filmes que mais chorou assistindo na vida. Não tem como não se emocionar e até meu namorado, que faz a egípcia quando o assunto é chorar por filmes, derramou lágrimas QUE EU VI, SENHOR LUCAS!! Você bem enxugou seus olhinhos com o dedo e estava com o rosto todo inchado no fim do filme. Você leva um encontrão do final porque, mesmo sendo previsivel o que vai acontecer a partir de certo ponto, os diálogos que te levam até esse fim são lindíssimos. A quimica entre o casal principal e as coisas que eles falam... Derreti!

Levando em consideração tudo isso, eu indico A Culpa é das Estrelas pra qualquer pessoa! Me surpreendi muito positivamente com a adaptação, a trilha musical que encaixa perfeitamente e até mesmo com as atuações. Sem querer soar clichê, alguns infinitos são realmente maiores que outros! Ok pra você?







Três documentários que valem a pena


Não sei se vocês sabem, mas desde que eu entrei no Ensino Médio fiquei na turma de Audiovisual em artes. E foi um período maravilhoso! No momento talvez eu não tenha percebido tanto o que acontecia na minha percepção sobre a sétima arte em geral, mas hoje eu paro e percebo que amadureci muito nesse quesito. E melhorei muito a qualidade dos filmes que assisto, procurando sempre observar coisas como fotografia, posicionamento da câmera, luz e entender como isso influenciou o que senti durante o filme.

Nesse período, conheci documentários maravilhosos. Decidi apresentar três e depois vou dar umas dicas de outros. 

Primeiramente, vamos entender o que são documentários?

Documentário

O documentário é um gênero do cinema que tem um comprometimento com a veracidade das ideias que passa. Mas a veracidade das ideias é algo muito subjetivo, não? O que é verdadeiro do meu ponto de vista pode não ser do seu. 
Compliquei para você? Então vou descomplicar.
No cinema, em histórias de ficção, o homem pode se jogar de um prédio de 21 andares e não cair ou morrer se isso for positivo para o andamento da história. Num documentário, o homem despencar dessa mesma altura e não morrer ou se ferir gravemente seria uma afronta à verossimilhança. O documentário prima pelo real, em apresentar a realidade. Como é feito por cineastas e cineastas têm suas próprias opiniões e ideologias, ele é carregado de subjetividade. Portanto, não pode ser tido como uma representação fiel da realidade, mas dá para ter uma ideia maravilhosa por ser um documento


Jogo de Cena (2007)





Atendendo a um anúncio de jornal, 83 mulheres contaram sua história de vida em um estúdio. 23 delas foram selecionadas, em junho de 2006, e filmadas no Teatro Glauce Rocha. Em setembro do mesmo ano várias atrizes interpretaram, a seu modo, as histórias contadas por estas mulheres.

Há uma particularidade engraçada com esse filme e esse diretor. Conheci o filme em 2011, num momento de muita tristeza na minha vida. Uma coisa havia acontecido comigo e isso era muito semelhante a uma das histórias contadas por uma das mulheres desse filme. Apresentado pelo meu amigo JP (obrigada eternamente por tudo), no mesmo momento em que recebi seu link, disponível aí em cima, assisti a tudo. Terminei meio que chorando meio que perplexa. É de uma simplicidade e de uma genialidade impressionante! Toca profundamente nosso coração. E foi esse filme que abriu meus olhos para a minha até então triste realidade. Me mudou completamente com a situação.
Cerca de dois meses depois houve uma semana de arte na minha escola. Parávamos todas as aulas para filmes e debates incríveis. Eduardo Coutinho, o diretor deste filme, estava presente apresentando um filme tão simples, tão incrível e muito secreto que não era esse (pesquisem a filmografia desse cara urgentemente). Eu lembro que fiquei meio boba com a forma que ele falava e era simpático. Todo o auditório lotado prestando atenção ao que ele falava.
Dia desses ele apareceu nos noticiários por um motivo tristíssimo: fora assassinado pelo filho, que sofria de distúrbios mentais. Eu só queria que a memória dele não ficasse marcada por isso na mente de vocês que provavelmente assistiram ao Jornal Nacional. Queria que assistissem a esse, se encantassem e procurassem mais coisas. Promessa de dedinho com a Bia?



La educación prohibida (2012)



A Educação Proibida (La Educación Prohibida) é um filme documentário que se propõe questionar as lógicas da escolarização moderna e a forma de entender a educação, visualizando experiências educativas diferentes, não convencionais que colocam a necessidade de um novo paradigma educativo.

Esse documentário eu assisti durante uma aula de filosofia. Dá para perceber que a Politécnica me marcou muito profundamente no quesito fílmico e crítico, não? Esse filme é um tapa na cara da nossa educação tradicional. Uma quebra de paradigmas impressionantes que nos faz pensar: 
"Por que estamos submetidos a métodos seculares de educação que não privilegiam o conhecimento para o aluno realmente?"
"Por que essa meritocracia que não leva em consideração o real aprendizado?"
"Por que a escola é um espaço insatisfatório para o aluno?"
Depois que você terminar esse filme, terá milhões de interrogações na sua cabeça. Elas irão muito além do que você conhece como educação, escola, vestibular e toda essa baboseira. Esse documentário argentino funciona como um propulsor para a nossa mente, nos questiona. Ele nos joga contra a parede e ensina de um modo belíssimo. Achei bem interativo e bonito visualmente também. É agradável aos olhos e à mente. Vale muito a pena. 


Capitalismo: uma história de amor (2009)




Michael Moore apresenta uma análise de como o capitalismo corrompeu os ideais de liberdade previstos na Constituição dos Estados Unidos, visando gerar lucros cada vez maiores para um grupo seleto da sociedade, enquanto que a maioria perde cada vez mais direitos.

Querem me chamar de socialista? Chamem então. Haverá aqueles mimimis típicos de quando eu deflagro que eu sou contra o neoliberalismo e capitalismo como se dá. E também não acho o socialismo efetivo de todo, porque para mim ele é utópico. Para você que quer entender como se dá o capitalismo na real nesse mundão afora, se liga nesse filme dirigido por Michael Moore. O cara é fera e tem diversos outros documentários que você deve ver. Simplesmente porque ele é uma das pessoas que mais se destaca no planeta por dirigir documentários que tem colocam para pensar de verdade.
Como eu disse lááá em cima, um documentário é uma visão subjetiva da realidade. Mas é necessário compreender que o mundo é mais do que a gente vê pela televisão, que os americanos não são todos capitalistas-malucos-que-só-querem-saber-de-ferrar-o-resto-do-mundo, que um monte de coisas que nós conhecíamos como corretas podem ser visões hegemônicas. Veja esse documentário com urgência. 



Outros documentários que você gostaria de ver:

O dia que durou 21 anos (Camilo Galli Tavares)
Roger e eu (Michael Moore)
Só dez por cento é mentira (Pedro Cezar)

Se interessou? Então comenta aí para que nós possamos conversar mais sobre o assunto! Beijão!

Reflexões sobre "Eternal sunshine of the spotless mind"



Eu já disse que gosto muito desse filme desde a primeira vez que o vi? Tenho mania de dizer o nome do filme em inglês, então se acostumem em ler Eternal sunshine of the spotless mind. O título em português é Brilho eterno de uma mente sem lembranças e já tem no Netflix em HD! 
Ele é um filme de 2004 que tem o Jim Carrey (Todo poderoso, O mentiroso) e Kate Winslet (Titanic, Em busca da Terra do Nunca) como protagonistas, mas também outros nomes como Mark Ruffalo (E se fosse verdade...) e Kirsten Dunst (Melancolia). O diretor é Michel Gondry.


Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças (2004)

A sinopse segundo o Adoro Cinema é essa: 
Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) formavam um casal que durante anos tentaram fazer com que o relacionamento desse certo. Desiludida com o fracasso, Clementine decide esquecer Joel para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que retira de sua memória os momentos vividos com ele. Após saber de sua atitude Joel entra em depressão, frustrado por ainda estar apaixonado por alguém que quer esquecê-lo. Decidido a superar a questão, Joel também se submete ao tratamento experimental. Porém ele acaba desistindo de tentar esquecê-la e começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória os quais ela não participa.




Bem, minha opinião do filme é a de que ele é maravilhoso. Você precisa se atentar aos detalhes, como o cabelo da Clem ou as falas de alguns personagens para ele ficar incrível. Assistir pela segunda vez me deu agora um melhor entendimento das situações. 
É um filme muito voltado para o mental. Boa parte dele acontece dentro da cabeça de Joel durante o procedimento, são as lembranças e impressões dele. Por isso há cenas muito surreais e que eu acho esteticamente muito legais. SPOILER: Como, por exemplo, quando as coisas vão se apagando gradativamente. 

Mas o meu objetivo não era fazer realmente uma resenha do Eternal sunshine. Na verdade, era discutir uma questão que me intriga sempre que me recordo desse filme:

 

Porque não é segredo para ninguém que é isso que Joel e Clementine fazem depois da desilusão. Você apagaria da sua vida toda a sua história com um amor que não deu certo, ou com amizades fracassadas e por aí vai?


Eu, Ana Beatriz, não apagaria. Porque, para mim, até mesmo as falhas e as coisas que foram mal sucedidas de alguma forma na minha vida servem de aprendizado. Aquela velha história de que quanto mais erros você comete, menos erros você vai cometer. 
Um relacionamento pode não ser visto como um erro, claro. Mas se ele chegou ao fim, como aconteceu com Clem e Joel, houve erros de ambas as partes. Aquela conversa que você não quis ouvir direito do seu companheiro e ele remoeu. Aquela vez que um dos dois furou um compromisso, a escorregada quando você esquece alguma data especial e por aí vai. Acontece, mas desgasta! Isso em casos que não são de traição, não? Porque se houve traição raras são as vezes em que o traído tem uma mínima culpa. E o maior culpado na situação toda é sempre o traidor, convenhamos! 
Esse é um grande ponto de questionamento do filme e eu quis trazer para vocês. Mandem suas opiniões aí! 

Código de ética do spoiler

Eu passei os últimos dias atarefada até os cabelos com minha monografia. Enviei minha versão final editada ao orientador há minutos apenas e por este motivo eu estou com olheiras, dormindo pela metade e o que é mais urgente: atrasada com minhas séries.
E olha que assisto só The Walking Dead e American Horror Story: Coven! Perdi dois episódios doswalkers e enquanto eu não me conformava com minha impossibilidade de assistir, tinha gente soltando spoilers por todas as mídias sociais.
Pera lá! O spoiler de que o Marley morre tá mais do que batido porque, sinceramente, quem ainda não assistiu “Marley & Eu”? Tem que viver em outra dimensão, não ter televisão, ignorar completamente filmes, ter estado em coma durante os últimos cinco anos ou passado por algo extremamente grave: tipo um TCC que é um eterno labirinto. Se você não viu e não encaixa-se em nenhum destes quesitos, me desculpa, volte cinco casas para o passado e veja pelo menos para não ser atingido pela tempestade de canivetes que eu chamo alienação quase cultural. Convenhamos que Marley & Eu não é lá um banho de cultura como a exposição hipster/cult da japonesa que está no CCBB e eu infelizmente ainda não fui. Férias, vou lhe usar!  Voltando:
O spoiler tem toda uma ética envolvida. 
Não é que nem comer de boca fechada ou não arrotar à mesa. Isso é etiqueta. Para mais informações, procure a Glória Kalil.
Você pode realmente destruir uma pessoa por uma dia inteiro. Ver o jogo sabendo que seu time vai perder não tem graça! Ver o Titanic, super-conhecido blockbuster e obviamente cheio de spoilers na internet, não tem tanta graça assim.
Ler o livro sabendo que seu personagem favorito vai morrer no final não é legal! Não seja o otário que fala: “Haha, mas quem morre não é quem você acha que vai morrer.” Ok, idiota. Agora eu sei que quem morre não é pessoa que eu achava que ia morrer, é a pessoa menos óbvia. Eu poderia descobrir isso sozinha!!
Venho por meio deste post chamar a atenção para o problema social que pode ser um spoiler não avisado. Também atento para quais tipos de relações sociais você rompe ao não cumprir este acordo quase moral que é soltar um spoiler com aviso. Amizades podem ser destruídas por isso, laços podem ser desfeitos e a consciência do fofoqueiro chafurdar-se eternamente na lama do arrependimento.
Eu sei! Eu sei que a língua coça, os dedos quase tomam vida nos teclados do computador. Você está eufórico para espalhar a notícia de que só você percebeu que o casal favorito se beija na série que milhões de pessoas também assistem! Num momento de sanidade, porém, pare e pense:“Eu, como ser social, me recuso a compactuar com esta falta de ética”. Apague seu comentário maligno, desfaça esse pensamento na sua cabeça e vá fazer crochê ou procurar fotos de cachorros fofos no Google.
E numa série como The Walking Dead em que um monte de gente morre o tempo todo, descobrir que um dos seus personagens favoritos vai morrer continua não sendo legal! Pode ter morrido metade do elenco: eu não me importo. Quero ser impactada no momento em que assisto e não numa página do facebook que eu não procurei,  mas um ser desalmado, antiético e vil decidiu escrever em letras garrafais a informação quentíssima .
Você não precisa se preocupar. Minha primeira dica para você não ser o babaca do spoiler é:

1: Escreva SPOILER em letras vermelhas, caixa alta e com adereços de escola de samba, se possível;

2: Tenha auto-controle. Vá em fóruns específicos de discussão para quem já assistiu ao episódio. Aí não há spoiler;

3: Comentários sobre a arte são sempre bem-vindos, mas limite-se a dar aquela informação bombástica sem preocupar-se tanto apenas um mês depois da liberação do episódio da série. Se for um livro, discuta livremente em apenas um ano. (Posso ser legisladora daqui a pouco).

Seguindo as regras da boa-convivência e da ética no compartilhamento de informações, as leis da natureza irão te poupar quando for sua vez no TCC! Acho que mereci (Juliana, desculpa por aquele spoiler da Carol!).
Preparei buttons de SPOILER ALERT pra você não se preocupar.
catsspoiler
Este post faz parte da campanha criada por mim:
chora

Pra ficar cult nas férias



Você todo fim de ano planeja aqueeeeela viagem pra praia. Compra um biquíni fio dental, Cenoura & Bronze, vai no camelódromo pegar a promoção de óculos escuros do tipo aviador. Tá se sentindo prontinha pra entrar na lancha e passar as férias todas fritando na canga psicodélica do verão passado (a do Bob Marley também entra na estatística). Planeja mudar sua cor de lâmpada fluorescente para da cor do pecado e o status no dia de sol acaba em leve insolação.

Mas eis que chove. Cabrum!! Todos os seus planos que combinam biscoito globo (para os cariocas) e ônibus lotado foram, literalmente, por água abaixo. Nem tudo está perdido porém, caro leitor deste blog. A autora desta Balbúrdia, como estudante de audiovisual pelo ensino médio, pode fazer uma coletânea para você que quer inaugurar o nada mainstream

O que é o cult, na verdade? Com toda essa brincadeira quis chegar no ponto em que eu, Ana Beatriz, digo a vocês que são filmes que destacaram-se em algum aspecto entre aqueles que são cinéfilos ou verdadeiros entendedores da sétima arte. De natureza diferente, podem causar sentimentos confusos, fotografias, roteiros ou atuações excelentes e que marcaram de alguma forma os amantes de cinema. Claro que você vai assistir porque REALMENTE, realmente, realmente são filmaços na minha humilde opinião de quase nã0-entendedora de cinema. O cult traz o rebuliço do quase inacessível pela sociedade comum, eu e você que pegamos o busão lotado pro trabalho (deu pra ver que estou claramente traumatizada sobre ônibus porque é a segunda vez neste post que são citados). De uma forma geral, são eternos e não passageiros (mas de novo coisa com ônibus, meu Deus!).

Os últimos filmes cult que eu adicionei ao meu não-tão-atualizado Filmow serão aqui falados. E os filmes cult que eu nunca vi serão citados e a minha dívida com a sociedade algum dia será saldada. Prometo não fazer que nem eu fiz com Rei Leão, que vi pela primeira vez apenas neste ano. Me crucifiquem. Não estava preparada para tamanha emoção, até chorei naquela parte bem triste que todos obviamente conhecem. As sinopses deste post vem do Adoro Cinema.

Lá vem a lista:

Melancolia: 2011


Um planeta chamado Melancolia está prestes a colidir com a Terra, o que resultaria em sua destruição por completo. Neste contexto Justine (Kirsten Dunst) está prestes a se casar com Michael (Alexander Skarsgard). Ela recebe a ajuda de sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg), que juntamente com seu marido John (Kiefer Sutherland) realiza uma festa suntuosa para a comemoração.

Para você entender o filme do cineasta Lars von Trier (Ahh, agora viram a piadinha ali em cima, hein!) você precisa grudar na cadeira. Não que ele seja de difícil compreensão, mas ele é intenso. Ideias e ideias são jogadas, você por vezes não compreende os personagens e… Ai, que agonia! Bem, eu achei incrível. Definiria este filme como intenso mesmo. Não acho nada muito brilhantemente montado no roteiro, mas a execução me pareceu ter sido feita com maestria. E eu que sempre achei a Kirsten meio sem sal finalmente pensei que encontraram o papel perfeito pra ela. Pedras à parte, leitores, é um filme que merece ser visto. E está na minha lista para ser revisto.

As Bicicletas de Belleville: 2003


Champion (Michel Robin) é um menino solitário, que só sente alegria quando está em cima de uma bicicleta. Percebendo a aptidão do garoto, sua avó começa a incentivar seu treinamento, para fazê-lo um verdadeiro campeão e poder participar da Volta da França, principal competição ciclística do país. Porém, durante a disputa, Champion é sequestrado. Sua avó e seu cachorro Bruno partem então em sua busca, indo parar em uma megalópole localizada além do oceano, chamada Belleville.

Ah, as animações! Um sorriso até se abre porque sou absolutamente apaixonada em todas as animações. À primeira vista, torci o nariz para esse filme. Ele praticamente não tem falas, as formas dos personagens são bem diferentes da realidade. Quando me vi completamente dentro da história não pude mais abandonar. Uma avó amorosa e um cachorro que late para o trem que passa são as maravilhas desse filme francês que tem tudo para desbancar qualquer dessas animações (divas, claro) da Pixar. Assistam, de verdade!


Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

Que filme! QUE FILMAÇO! “A origem” não é tão inacessível assim porque já até passou no SBT. Valeu, tio Sílvio! Ele gera um burburinho no público porque o final é realmente discutível. Quem assistiu entre na campanha “Não dê spoiler, dê amor” lançada em um post anterior neste mesmo blog. O DiCaprio me pareceu sensacional nesse filme e a Ellen Page é sempre linda. Só por eles o longa valeria. Mas é um filme muitíssimo inteligente, então não ouse desgrudar os olhos para separar o milho que não estourou da pipoca no seu balde. Nem mesmo pense em fazer xixi durante essa maravilha. Assista que vale mais a pena.


Jack (Edward Norton) é um executivo jovem, trabalha como investigador de seguros, mora confortavelmente, mas ele está ficando cada vez mais insatisfeito com sua vida medíocre. Para piorar ele está enfrentando uma terrível crise de insônia, até que encontra uma cura inusitada para o sua falta de sono ao frequentar grupos de auto-ajuda. Nesses encontros ele passa a conviver com pessoas problemáticas como a viciada Marla Singer (Helena Bonham Carter) e a conhecer estranhos como Tyler Durden (Brad Pitt). Misterioso e cheio de ideias, Tyler apresenta para Jack um grupo secreto que se encontra para extravasar suas angústias e tensões através de violentos combates corporais.

Você vai pensando que vai encontrar um filme raso, mas ele vai fundo. Atinge a boca do estômago e enquanto você cata os resquícios de seu suco gástrico que pingaram na sua dignidade, vai se surpreendendo com o filme. O filme tem um livro (que eu nunca li, nem mesmo achei em livrarias que procurei) e contam as más-línguas que é uma belíssima adaptação que o David Fincher trouxe ao público quando dirigiu o longa. Este é outro filme que eu aconselho que você não desgrude seus olhos da tela: ele é bem confuso. Quem disse que isso é ruim? É o tom que deixa o filme ma-ra-vi-lho-so. E Helena Bonham Carter com Brad Pitt são belíssimas desculpas para você assistir, não acha?


Na Alemanha pós-2ª Guerra Mundial o adolescente Michael Berg (David Kross) se envolve, por acaso, com Hanna Schmitz (Kate Winslet), uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças de classe, os dois se apaixonam e vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.

Filmes que retratam a segunda guerra já me ganham na sinopse: amo. Minha melhor amiga trouxe esse filme da locadora anos atrás pensando nisso e acertou em cheio. Na época, eu tinha meus 13 anos e fiquei meio chocada porque é muita gente nua o filme inteiro para quem não está acostumado. Se você está naquela fase puritana, desfaz seus preconceitos com uma boa dose de senso de obra-prima. É delicado, comovente e forte mesmo assim. Prenda-se e se deixe levar pela história porque aposto que você não vai se arrepender. É impossível não se sensibilizar com a história que… Ai, é linda. Para não soltar spoilers, recomendo urgentemente: assistam, assistam, assistam!


Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet) formavam um casal que durante anos tentaram fazer com que o relacionamento desse certo. Desiludida com o fracasso, Clementine decide esquecer Joel para sempre e, para tanto, aceita se submeter a um tratamento experimental, que retira de sua memória os momentos vividos com ele. Após saber de sua atitude Joel entra em depressão, frustrado por ainda estar apaixonado por alguém que quer esquecê-lo. Decidido a superar a questão, Joel também se submete ao tratamento experimental. Porém ele acaba desistindo de tentar esquecê-la e começa a encaixar Clementine em momentos de sua memória os quais ela não participa.

Não, não é um filme de romance comum. É um filme que prima pelo sentimental e não pelo sentimentaloide, se conseguem diferenciar. Não, não é meloso. Ele doi, mas doi de forma genial! Um dos raros filmes do Carrey que realmente pude dizer assistir de forma apaixonada. Traz uma excelente mensagem sobre o amor, relacionamentos e tudo mais. As cenas de Joel desistindo de esquecer Clementine são inteiramente magníficas. Ah, a dica é reparar no cabelo da maravilhosa Kate durante o longa porque é uma boa pista para entendê-la a fundo na mente do Joel e dela mesma. Amem esse filme assim como eu amo!

Filmes que não vi, mas acho que você pode ver se quiser completar sue curso de como-ser-cult-nas-férias: Laranja mecânica, Janela indiscreta (sim, não me perguntem como passei este post sem falar do Hitchcock: pelo menos comentando sobre o que eu não vi eu não deva cometer tamanho ultraje), Pulp fiction, Cães de aluguel e váááários outros que vocês descobrirão em um meio… Hm, cult!